sábado, 17 de junho de 2017

"Inside the Tanks" estreia no YouTube

O novo documentário sobre cativeiros de mamíferos marinhos que promete mostrar os dois lados da indústria, "Inside the Tanks", já está disponível para ser assistido no Canal Oficial do filme no YouTube:
Consegui assistir ontem a noite (tem cerca de 40 minutos de duração apenas) com certeza recomendo a todos. Muitas informações novas? Na verdade, não. Mas a abordagem amigável junto ao Diretor do Marineland é bem interessante para podermos refletir sobre o ponto de vista do parque sobre o comportamento dos animais.
Assistam! Vale a pena!
Se tiverem dificuldade por conta da língua, me escrevem sobre qualquer dúvida e tento auxiliar.
E já declararam que só vão fazer legenda em Português se houver interesse do público. Portanto, demonstrem esse interesse usando hashtags e comentando nas redes sociais, quem sabe assim planejam a tradução.
Aguardo comentários aqui ou pelo Instagram para saber a opinião de vocês.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Japão dá início a uma campanha de caça a baleias no Pacífico

Japão deu início, nesta quarta-feira, a uma campanha de caça a baleias no Pacífico que certamente vai atiçar a ira de defensores dos direitos dos animais e outros ativistas que pedem o fim dessas caças. Três navios estão deixando o porto para uma missão que vai durar três meses com o objetivo de capturar 43 baleias minke e 134 baleias sei, de acordo com o governo.
A nova missão acontece depois que o país começou, no domingo, uma caça baleeira anual nas margens ao Norte do Pacífico, que pretendem capturar 47 baleias minke até o fim de julho. O Japão é signatário da moratória da Comissão Baleeira Internacional sobre a caça às baleias, mas a nação se aproveita de uma lacuna na proibição, que permite a pesquisa científica letal.
O governo japonês vem tentando provar que a população de baleias é grande o bastante para sustentar um retorno à caça comercial. A pressão externa sobre o país para que dê fim à caça tem se tornado um problema espinhoso para a diplomacia do Japão.
Além disso, a demanda dos consumidores japoneses por carne de baleia diminuiu significativamente ao longo dos anos. Isso levanta um questionamento interno sobre o sentido econômico das missões baleeiras.
Em 2014, o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas ordenou que Tóquio encerrasse sua caçada nas águas antárticas, afirmando que o projeto não atendia aos padrões científicos convencionais. O Japão cancelou sua caçada 2014-15, mas retomou o projeto no ano seguinte sob um novo programa, afirmando que seu novo plano é genuinamente científico.
A caça da Antártida tem enfrentado conflitos no alto mar entre baleeiros japoneses e ativistas de animais.



Fonte: O Globo de 14 de junho de 2017.



terça-feira, 6 de junho de 2017

Novo documentário aborda diferentes lados sobre cativeiros

Com estreia programada para 15 de junho, o documentário Inside the Tanks ("Dentro dos Tanques", se traduzido para Português, porém sem nome oficial ainda no Brasil), promete ter uma abordagem exclusiva sobre a manutenção de mamíferos marinhos em cativeiro. Nele, o Apresentador e Produtor Jonny Meah abre completamente o debate sobre o tema, dando a chance de todos os lados apresentarem seus argumentos, incluindo entrevistas aprofundadas com a Fundação The Born Free Foundation, a Dra. Ingrid Visser, o ex-treinador John Hargrove, e, em exclusividade, com o Diretor do parque francês Marineland, Jon Kershaw.

Assista ao trailer abaixo:


A estreia ocorrerá mundialmente no próximo dia 15 através do Canal Oficial Inside The Tanks no YouTube: 

O Produtor ainda está trabalhando na disponibilização de versões legendadas, mas somente em Francês, Alemão e Espanhol, à princípio.

Para saber mais, visite e curta a página do documentário no Facebook e https://www.facebook.com/InsideTheTanks/ e acompanhe as novidades também pelo Twitter @InsideTheTanks.



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Roberto Bubas luta para libertar Kshamenk

Já citamos aqui no blog a história da Orca Kshamenk, mas o que muitos não sabem é que o guarda-fauna Roberto Bubas, agora também famoso pelo filme "O Farol das Orcas", também está envolvido em projetos de soltura da Orca.
Ele que se define como um ativista não-fundamentalista e também tem sua luta focada em libertar Kshamenk, a única Orca em cativeiro na América do Sul, que vive no Parque Mundo Marino, em San Clemente del Tuyú, na Argentina. Por esse motivo, ele se reuniu (junto ao ator que fez seu papel no filme “O Farol das Orcas”) com a governadora María Eugenia Vidal em 2016 para mais uma tentativa de apresentar o projeto e buscar apoio para a reabilitação. Segundo ele, “a orca foi capturada em 1992, e é da família das Orcas da Península Valdes”, e esclarece ainda que não pretende acabar com o parque (impactando-o de forma negativa financeiramente falando), mas transformá-lo em um centro de conhecimentos, sem animais em cativeiro.

Quer saber mais sobre Kshamenk?
Visite o link de agosto de 2012, quando pedi o apoio dos leitores do blog para que assinassem uma petição pedindo por sua libertação:
http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2012/08/conheca-kshamenk-orca-da-argentina-e.html




quinta-feira, 1 de junho de 2017

"Pequena Sereia" manchada de vermelho em nome das baleias

A estátua da Pequena Sereia, uma das marcas emblemáticas de Copenhaga e da Dinamarca, foi vandalizada esta terça-feira por manifestantes contra a caça às baleias.
Os manifestantes pintaram a estátua com tinta encarnada e escreveram na pedra à frente: “Dinamarca defende as baleias das Ilhas Faroé”.
A polícia diz que está tratando o assunto como um ato de vandalismo, mas que não tem ideia de quem foram os responsáveis.
A caça à baleia é permitida junto à costa das Ilhas Faroé, um arquipélago que pertence à Dinamarca.
A estátua da “Pequena Sereia”, figura de um conto do famoso autor dinamarquês Hans Christian Andersen, encontra-se em cima de uma rocha, junto ao mar. Já foi alvo de várias tentativas de vandalismo, incluindo dois casos de decapitação.



Fonte: Site Renascença de 30 de maio de 2017.

P. S.: A caça às baleias piloto nas Ilhas Faroé é uma das mais brutais e sangrentas. Alegando tradição, a matança ocorre com ganchos de metal e conta com a participação de crianças ainda bem pequenas. Segundo a tradição, as mortes fortalecem as crianças.



quarta-feira, 31 de maio de 2017

Vídeo mostra Orcas perturbando uma baleia azul

Um vídeo capturado por drone flagrou um grupo de orcas realizando um ataque coordenado contra uma baleia azul na costa de Monterey, na Califórnia, EUA. Conhecidas como baleias assassinas, as orcas atacam outros mamíferos marinhos, como golfinhos e focas, mas têm poucas chances contra o maior mamífero do planeta, que chega a medir 30 metros de comprimento e pesar quase 200 toneladas.
— Elas provavelmente estavam fazendo isso por diversão — disse Nancy Black, bióloga marinha que acompanhava o passeio, em entrevista à “National Geographic”. — Elas brincam com as baleias como gatos brincam com sua presas. Elas são muito brincalhonas e sociáveis.
As imagens foram feitas no último dia 18 por Anoorag Saxena, um turista indiano que participava de um passeio promovido pela empresa Monterey Bay Whale Watch. Segundo Nancy, eles estavam acompanhando um grupo com cerca de 15 orcas quando, de repente, a baleia azul surgiu na superfície e chamou a atenção dos observadores, e também das orcas.
Apesar de ser muito maior que as orcas, a baleia azul adulta parece ter se assustado com a aproximação dos predadores e nadou rapidamente para longe. Normalmente, as orcas são incapazes de abater as imensas baleias azuis e cinzentas adultas, mas os filhotes são presas desejadas. Segunda Nancy, que trabalha com os cetáceos da região há 25 anos, entre abril e maio as baleias cinzas cruzam a costa do Pacífico com seus filhotes em direção ao Alasca. Nesse período, o número de orcas também aumenta.
Quando caçam grandes presas, como baleias, as orcas formam um círculo ao redor do alvo, tornando a fuga mais difícil. Apesar de serem capazes de se comunicar, a caça é completamente silenciosa, fato que intriga os cientistas na busca de explicações sobre como as ações são coordenadas. No vídeo, as orcas realizam o ataque no mesmo momento, numa formação em linha.



— Elas são extremamente sincronizadas — disse Nancy. — Nós não sabemos como elas são capazes de fazer isso de forma tão exata.
Segundo a bióloga, é possível que as orcas estivessem treinando formações de ataque, mas, na sua opinião, é mais provável que elas estivessem apenas incomodando a baleia.
— Às vezes elas são como crianças — disse Nancy. — Elas estão mexendo apenas para ver a reação.


Fonte: O Globo de 26 de maio de 2017.


Nota do Blog:
A opinião do blog contraria a da Bióloga da reportagem. É ainda mais provável que elas estivessem treinando formações de ataque do que meramente se divertindo, de acordo com estudos sobre Orcas e por toda experiência de acompanhamento de registros do comportamento das mesmas.




domingo, 21 de maio de 2017

Mergulho com Orcas e Jubartes

Neste domingo, nada de notícias. Apenas algumas belas imagens para relaxar. Quanta sorte desses mergulhadores noruegueses numa expedição em busca de Orcas e baleias Jubarte... Nem imagino a emoção que seriam mergulhos como estes: 






quinta-feira, 11 de maio de 2017

Roberto Bubas esclarece verdade e ficção em "O Farol das Orcas"

Para muitos que têm buscado o blog e me enviado mensagens para saber detalhes sobre o filme e a história real por trás dele, traduzi trechos de uma entrevista do Roberto Bubas e do ator Joaquín Furriel sobre "O Farol das Orcas". Espero que gostem:

* * * * *


"Meu objetivo era ser o mais realista, sem ser um documentário, porque o filme tem um valor cinematográfico", explica Furriel. "Eu vi nele (no Bubas) uma pessoa muito sincera e convicta. E pessoas não agem como todas. O Beto tem uma maneira particular de olhar, de seguir em frente”.

- Beto, você influenciou no filme?
- Bubas: Sim. Graças à generosidade e ao profissionalismo do Joaquín. Porque ele tinha a liberdade para caracterizar o personagem que quisesse. No entanto, ele explorou, analisou minha personalidade, estudando-a de maneira profunda para destacar as partes mais marcantes. E achei isso muito valioso.

- Quanto há de realidade e ficção em “O Farol da Orcas”'?
- Bubas: A história verdadeira é de um menino argentino surdo e mudo com comportamento autista. Seus pais, Ricardo e Graciela, escreveram-me quando ele demonstrou interesse ao me ver na revista “Viva” tocando gaita para as orcas. Ele havia deixado seu mundo fechado, pois foi a primeira vez que algo chamou sua atenção. Em seguida, a mãe, muito corajosa e determinada, veio me encontrar na Península Valdes. E isso me inspirou a escrever o livro. O filme é baseado nesta história real e é bem fiel, exceto pelo caso de amor com a mulher.
Bubas comentou ainda que naqueles dias com o Agustín não conseguiram encontrar Orcas porque era uma época de pouco avistamento e que ele se sentia culpado com isso. No entanto, o menino começou a mostrar melhoras por conta da relação com a natureza, com o cavalo e elefantes marinhos. No dia em que foi embora, apareceu uma Orca na praia com um recém-nascido. Ou seja, o Roberto explicou ao menino que elas não tinham vindo porque tinha nascido um bebê.

- Você sabe como está o Augustín hoje em dia?
- Bubas: Esta é a mensagem mais mágica da história. A partir dali, o comportamento autista do Augustín diminuiu completamente. Hoje ele está com 25 anos, tem uma namorada, utiliza a linguagem de sinais, joga futebol e é um artista plástico. Está totalmente inserido na sociedade.

- Você mantém contato com as Orcas?
- Bubas: Não posso dizer. Na verdade, o contato com elas não precisa ser físico. Porque quando alguém cria um vínculo tão forte e puro como o que criei ele não se desfaz jamais.



Fonte: Site Clarín de 10 de abril de 2017.




quarta-feira, 10 de maio de 2017

Orcas passaram a caçar tubarões brancos na África do Sul

Sempre se discutiu muito sobre quem seria realmente o grande predador dos oceanos. É comum as pessoas pensarem imediatamente no grande tubarão branco quando este é o assunto, mas mais uma vez é possível confirmar que quem está no topo desta cadeia na verdade são grandes golfinhos, as Orcas.
Em apenas uma semana três carcaças de tubarões brancos com ferimentos semelhantes foram encontradas. Dentre elas, a carcaça do maior deles já dissecado na África do Sul, uma fêmea, em idade reprodutiva, medindo 4,9 metros e pesando 1.110 kg. Os corpos estão quase todos preservados, exceto por grandes traumas na região peitoral. Necropsias revelaram que todos tiveram o fígado retirado e dois deles também o coração. Segundo avaliação dos pesquisadores quem está causando todas essas mortes são as Orcas e eles estão impressionados com a habilidade e a precisão (praticamente cirúrgica) de retirada dos citados órgãos. Não que isso seja novidade já que é comum observar Orcas caçando filhotes de baleias, comendo apenas sua língua e descartando o restante, mas é algo definitivamente novo de se observar na África do Sul.
Equipes que fazem passeios para observar e mergulhar com tubarões brancos (atividade muito comum na região e procurada por turistas do mundo todo) também disseram ter tido dificuldades de encontrar os animais nessas últimas semanas, o que é muito preocupante para as populações locais desses peixes gigantes.


Biólogos do Dyer Island Conservation Trust estão avaliando a situação e, apesar de ainda não saberem os motivos, está claro que as Orcas tiveram uma mudança de comportamento de caça, talvez até por diminuição de suas presas tradicionais.




terça-feira, 9 de maio de 2017

Record de poluentes é encontrado em corpo de Orca

A necropsia apontou que uma das últimas Orcas do Reino Unido morreu com níveis extremos de poluentes tóxicos. Lulu, como era conhecida, apareceu morta em janeiro de 2016 na costa escocesa, deixando para trás apenas oito membros de seu pod, e infelizmente ganhando o triste título de a baleia mais contaminada encontrada até hoje.
As análises publicadas na última quarta-feira mostraram que ela possuía níveis de Bifenilos policlorados, PCBs (comercialmente chamado no Brasil de Ascarel), 100 vezes maior que o limite seguro. Lulu tinha 950mg/kg da substância em sua gordura corporal. Os pesquisadores agora temem que as demais Orcas de seu pod também estejam contaminadas.
Os PCBs foram banidos em meados da década de 1970 mas ainda apresentam estragos ao meio ambiente. Simon Walmsley, da WWF, disse: “Os chocantes níveis de contaminação por PCBs encontrados na Lulu, são outro exemplo trágico do impacto que estamos tendo na natureza. Tais níveis de poluentes nos oceanos, rios e atmosfera não podem ser ignorados. (...) Temos que usar isso como lição aprendida e não liberar esses contaminantes no meio ambiente sem compreender claramente quais são impactos de curto e longo prazo. Os PCBs, por exemplo, permanecerão na natureza e continuarão poluindo por muitas décadas. Estamos a caminho de perder dois terços da vida selvagem até 2020 e o grande impulsionador disso é forma como tratamos o planeta. Os resultados dessa análise devem servir de alerta de que é imperativo que continuemos a lutar para encontrar uma maneira de 7 bilhões de pessoas viverem aqui sem encher o planeta de lixo.”
A necrópsia também revelou que a Orca Lulu nunca deu à luz e provavelmente não era fértil. Ela fazia parte da população de Orcas denominada Comunidade da Costa Oeste e deixou para trás Nicola, Moneypenny, Floppy Fin, John Coe, Comet, Aquarius, Puffin e Occasus.
A WWF declarou ainda que esses achados mostram que “há uma forte evidência de que o pod está condenado à extinção.

A linda imagem abaixo é de um dos membros deste pod fotografado na Escócia por Karen Munro. Preferi compartilhar este lindo momento e não as imagens da Lulu morta. Quem sabe assim conseguimos colocar nossas energias na esperança de que irão superar as adversidades e sobreviverem às terríveis dificuldades que impomos a elas?!






quarta-feira, 26 de abril de 2017

Opinião sobre "O Farol das Orcas"

Neste final de semana tive o prazer de assistir ao filme “O Farol das Orcas” e fiquei surpresa e maravilhada com o que vi. Achei o filme encantador... Sensível, delicado, visualmente deslumbrante, apesar de a crítica não tê-lo avaliado muito bem. Obviamente não assisti esperando uma superprodução hollywoodiana, pois sabemos que este não é o caso, mas acredito que o filme tenha feito um excelente papel dentro da sua proposta.
Imagino que nem todas as passagens sejam verídicas, tendo alguns trechos tendo sido incluídos para atrair mais o telespectador aumentando o suspense e o drama, como é comum observarmos no Cinema, mas de modo geral, acredito que ele tenha contado bem a história do Roberto Bubbas, do seu relacionamento com o trabalho (e consequentemente as críticas que sucederam disso) e com as Orcas, e da problemática com o garoto autista.  Junto à trama, conseguiram dar diversas informações sobre os animais, seu comportamento de caça, que é tão único e característico do local, sobre como são realizados os trabalhos de pesquisas e acompanhamento, além de informações gerais de maneira clara. Pontos sobre a personalidade das Orcas que os leigos se equivocam tanto também são citados, como por exemplo, o fato de elas jamais terem atacado pessoas na natureza. As grandes ou as maiores predadoras dos oceanos? Possivelmente, mas extremamente inteligentes e sociais. E essa é uma das grandes mensagens do filme.
Li algumas pessoas questionando sobre o final em vários sites e milhares de pessoas buscaram o blog atrás dessas informações nesses últimos dias. Mas fiquei assustada com o fato de muitos questionarem sobre se a Orca teria matado o garoto no final. Várias razões me levam a crer que este definitivamente não foi o fechamento do enredo, dentre elas, o fato de o filme ser uma história verídica e sabemos bem que jamais houve qualquer registro sobre ataques de Orcas a humanos na natureza, e mais ainda, o fato de esse suposto final ir completamente contra a todos os ensinamentos sobre a espécie faladas e provadas no filme. Orcas são dóceis, curiosas com os humanos e lá na região estabeleceram um contato bem próximo ao Roberto Bubas, portanto, definitivamente, não! O menino não morre no final! Acho apenas que foi um final simbólico para mostrar que o contato com elas deu resultado no tratamento do autismo e que ele finalmente conseguiu estabelecer um laço real com algo (tanto que é o único momento do filme que ele se expressa verbalmente), fazendo valer todo amor e esforço da mãe e do famoso guarda-fauna. E o Roberto confia tanto nos animais que tranquiliza a mãe de que o menino se sairá bem, só deviam lhe prover um pouco de espaço para se expressar.
Sei que a crítica não o dará muito crédito, mas sei que os amantes de Orcas vão adorar o filme. Pelo menos pra mim, ele provocou emoções do início ao fim, trazendo lágrimas inúmeras vezes, não só pelo enredo, mas por me aproximar de como é realmente a vida naquela região. Por sorte, regiões da Península Valdes em que as Orcas se alimentam são protegidas por lei, não podendo ser visitadas por turistas. Há apenas um mirante em uma das praias que fica aberto para as pessoas tentarem observá-las, mas elas passam poucos dias por ano lá e é necessário realmente muita sorte para avistá-las no local. Portanto, o filme mata um pouco a nossa curiosidade e nos aproxima emocionalmente da realidade deste local tão inóspito e icônico. É como se pudéssemos estar presentes e presenciarmos algo tão surreal quanto o comportamento de caça das Orcas da Patagônia.
Por isso, quem ama Orcas e sonha vê-las por lá, tenho certeza que vai se deslumbrar com o filme, e mesmo quem não as conheça tão bem ou jamais tenha sonhado em vê-las pessoalmente, o filme só trará conhecimento e talvez desperte mais interesse e carinho por elas. 

"O Farol das Orcas"
"El Faro de Las Orcas"
"Lighthouse of the Whales"

Vale assistir e curtir sua beleza!




P.S.: Sei que muitos estão com dúvidas também sobre a biografia do Roberto Bubas, mas infelizmente não tenho nada concreto para dividir com vocês. Apenas de que sim, parece que ele teve um filho e ele faleceu (seu nome é exibido ao final), mas não tenho mais detalhes, nem se a história que conta no filme sobre o avião é verdadeira. Tentei contato com ele, mas não obtive resposta por enquanto, Imagino que milhares de pessoas estão tentando acessá-lo no momento, portanto, é compreensível que não me responda tão cedo.
Caso alguém encontre mais detalhes, compartilhe conosco.



terça-feira, 18 de abril de 2017

Orcas também entram na menopausa

Confesso que há anos já havia lido informações sobre a menopausa das Orcas (com as hipóteses descritas na reportagem abaixo) e quando isso virou notícia aqui no Brasil e no mundo no início do ano, acabei não dando muita importância. No entanto, acho mais que válido compartilhar com vocês aqui, para registrar no blog e enriquecer ainda mais o conhecimento de todos, pois é um fato muito interessante e nos faz respeitá-las e compreendê-las ainda mais, fazendo com que nosso amor e admiração por elas só aumente...
Orcas são realmente muito especiais, não?!

* * * * *

Cientistas britânicos conseguiram responder uma questão intrigante do mundo animal: por que a Orca é uma das únicas espécies em que a fêmea entra na menopausa, assim como ocorre entre as humanas?
Segundo um estudo, que levou em conta um conjunto de dados sobre Orcas vivendo no Noroeste do Pacífico coletados durante 43 anos, as orcas param de se reproduzir e entram na menopausa para evitarem a competição com suas filhas.

Imagem: Ken Balcomb, Center for Whale Research

As Orcas, também conhecidas como "baleias assassinas", começam a se reproduzir aos 15 anos e param quando chegam aos 30 ou 40. Depois disso, continuam a ter uma vida ativa e de liderança até os 90 anos.
Estudos anteriores já tinham identificado o importante papel das Orcas após a menopausa: elas são responsáveis por guiar os membros mais novos da comunidade para os locais mais favoráveis do oceano para se encontrar alimento.
Porém, apenas o fato de elas se tornarem líderes depois de certa idade não justificaria, em termos evolutivos, a interrupção da fase reprodutiva. Segundo os pesquisadores, fêmeas de outras espécies também agem como líderes em idades mais avançadas e nem por isso param de se reproduzir.
A análise dos dados coletados no Pacífico finalmente revelou uma resposta possível a esse mistério. Os cientistas constataram que quando orcas mais velhas se reproduzem ao mesmo tempo que suas filhas, a taxa de mortalidade dos filhotes das primeiras é 1,7 vezes maior do que a dos filhotes das mais jovens.



Fonte: G1 de 12 de janeiro de 2017.



segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Farol das Orcas

Para alegrar os amantes de Orcas, o Netflix está lançando o filme "O Farol das Orcas", uma produção conjunta entre Espanha e Argentina. O filme, baseado no livro "El faro de las Orcas", de Gerardo Olivares, conta a história verídica de uma mãe espanhola que vai em busca do guarda-parque Roberto Bubas, na Península Valdes, Patagônia Argentina, com a esperança de tratar o filho autista proporcionando a ele uma experiência sem igual próximo aos animais. Roberto, que trabalha na região há 25 anos e já sofreu graves críticas devido ao seu contato excessivamente próximo à Orcas, mesmo relutante, aceita e a história segue com as emoções e dramas decorrentes desta nova relação entre ambos e as Orcas. Assista ao trailer legendado em Português, abaixo:



Ainda não tive a oportunidade de assistir ao filme, mas tenho lido críticas positivas por ser visualmente belo e emocionante. A crítica negativa fica por conta do final parecer confuso. E vocês leitores? Se interessaram? Comentem aqui quando assistirem!




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Orcas são mortas na frente de turistas no Caribe

Está aí uma notícia que jamais pensei que tivesse que
divulgar por aqui, mas infelizmente não tenho como ignorar...

* * * * *

Um grupo de turistas assistiu indignado duas Orcas serem mortas em meio a um passeio de observação de baleias e golfinhos na semana passada. Confesso que quando li isso achei que pudesse ser boato de Internet e acabei não compartilhando no Twitter, no entanto, o absurdo infelizmente se confirmou.
Tudo ocorreu na ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe, no dia 3 de abril. Um grupo de cerca de 40 turistas, que havia chegado à ilha num cruzeiro Thomson Cruises, saiu num passeio de barco de uma operadora local para observar baleias e golfinhos. No meio do passeio quando estavam observando um pod de quatro Orcas viram uma lancha, com supostos pescadores, atirarem arpões em duas delas. Um dos turistas tentando impedir a ação chegou a gritar informando que se tratava de Orcas (já que lá a caça de baleias piloto é permitida e sua carne, chamada de “peixe preto”, é largamente consumida no país), mas um deles gesticulou de volta gritando “vai pro inferno!”, prosseguindo com a ação. Os turistas ficaram chocados com o que presenciaram e muitos chegaram aos prantos no porto de Kingstown, capital da ilha, ao final do passeio.



A Thomson Cruises cancelou todos os seus passeios de observação de baleias no local e ativistas pediram ações do governo para proibir a caça de Orcas, que já se pronunciou alegando estar tramitando uma lei com esta finalidade.





sexta-feira, 31 de março de 2017

Aniversário de 6 anos do blog

Neste mês comemoramos mais um ano do blog!
E é com muito orgulho e satisfação que olho para trás e vejo tantas conquistas. Só de março do ano passado (que foi quando retomei o trabalho depois de uma pausa por conta do nascimento do meu segundo filho) para cá foram 73 publicações, alcançando mais de 150 mil visualizações ao todo, advindas de diversas partes do mundo, especialmente dos Estados Unidos, Alemanha, Rússia, Portugal e França. Neste ano iniciei também uma página no Instagram que já conquistou mais de 300 seguidores, sem contar os do Twitter e os do próprio blog.
Gostaria de agradecer o apoio que recebo com tantas mensagens de carinho que só me dão mais vontade de continuar. E assim como já escrevi anteriormente, sou muito feliz por minha meta ter sido alcançada:
Desenvolver uma fonte rica de informações especializadas em Orcas em Português, no Brasil, o que jamais havia sido feito, assim como trazer ao público brasileiro um assunto mais que relevante que até então não tinha sido abordado por aqui: a triste realidade por trás do mundo dos cativeiros. Pois apesar de não mantermos cetáceos em tanques, nem promovermos programas para nadar com os golfinhos, os brasileiros são um dos povos que mais viajam pelo mundo em busca desse tipo de entretenimento. As pessoas seguem em busca de um sonho supostamente por amor aos animais, mas esquecem de se preocupar com a origem e as condições de vidas que possuem. E esta é a grande utilidade deste site: a conscientização!
Somente desta forma poderemos defender e proteger esses animais que tanto amamos.
Quero agradecer aos leitores que visitam e divulgam o blog, o Twitter e o Insta, e dizer que espero que continuem me acompanhando por mais este ano, me apoiando na elaboração das páginas, refletindo sobre as postagens, trocando ideias e participando para que ele melhore cada vez mais. E que venham os próximos!





quarta-feira, 22 de março de 2017

SeaWorldSan Diego inicia novo programa com Orcas

Como previsto, apesar de ter encerrado o “tradicional” show de Orcas, a unidade de San Diego já iniciou um outro programa para atrair visitantes: o “Day Orca Play”. Nele, os visitantes convidados assistem aos treinadores interagirem com as Orcas e podem fazer perguntas e conversar com educadores do parque.
A ideia é que o programa dure apenas nove semanas até o início do que chamam de “Orca Encounter” (Encontro com a Orca) que seria uma nova performance que deverá exibir como as Orcas se alimentam e se comunicam.
O poder legislativo californiano que já havia proibido shows com Orcas no estado, além de ativistas de defesa dos animais, claro, já estão se opondo ao novo programa.
O Deputado Adam Schiff de Los Angeles reintroduziu o chamado Orca Act, que garante que esta ser a última geração de Orcas em cativeiro. E o SeaWorld já reagiu alegando que o Orca Act não tem propósito e serve apenas para tirar a atenção do trabalho que o parque realmente realiza que seria proteger as baleias e os oceanos.


Como opinião pessoal digo apenas que estava demorando para iniciarem algo assim, o parque precisa desesperadamente lutar por seus fiéis seguidores e tocá-los da forma mais profunda, que é fazer o público se encantar novamente com esses animais e com a ideia absolutamente fantástica que é ter uma Orca praticamente como um animal de estimação. Motivo pelo qual Free Willy fez tanto sucesso na década de 90 e faz até hoje, afinal, quem não amaria ter uma Orca como melhor amiga? Quem não sonharia com o trabalho de um treinador podendo estar na água com uma delas todos os dias? Sim, a ideia é maravilhosa, mas só enxerga um lado da moeda... Do humano egoísta que se apossa do animal. Não há amor verdadeiro envolvido... Mas enquanto cada criança que participar deste programa conseguir chegar a esta conclusão, o parque continuará ganhando seus milhões todos os dias.
Já pararam para pensar no verdadeiro significado do antigo show do SeaWorld "Believe"? "Believe", que significa, "Acredite", contava a história de uma criança apaixonada por Orcas que um dia se torna treinador. No meio do show, para encantar ainda mais os pequenos, um amuleto com uma Orca de madeira, era entregue por um treinador, à uma criança da plateia, como se fosse um ritual de passagem: Hoje eu sou o treinador, amanhã poderá ser você. Sem dúvida com uma trilha sonora maravilhosa e emocionante por trás e Orcas saltando de um lado para o outro... Crianças de todo mundo saíam enlouquecidas, pedindo aos pais para comprarem o amuleto (que já estava disponível aos montes com vendedores por toda a parte do estádio) sonhando em um dia serem treinadores. Sim, o que eles realmente queriam, nada mais era do que criar uma geração toda sonhando em ser treinador e automaticamente endossando a manutenção de Orcas em cativeiro... Afinal elas são tão felizes e saltitantes durante os shows, não? não deve haver mal nisso. E assim poderiam continuar com o trabalho e com a realidade dos cativeiros, inimaginável ainda elos pequenos sonhadores.




segunda-feira, 20 de março de 2017

Comunicado pede urgência para salvar Orcas no Canadá

O novo plano de ação do governo canadense para salvar as Orcas não inclui “as ações fortes e imediatas que ajudariam esta espécie a ficar mais próxima da sobrevivência”, diz um comunicado de imprensa do World Wildlife Fund Canada.
O comunicado inclui que a população de Orcas Residentes do Sul da Colúmbia Britânica agora possui apenas 78 membros e exige medidas urgentes para enfrentar as diversas ameaças, que possuem três principais frentes: alimentação, perturbações e contaminantes, além de ameaças relacionadas ao desenvolvimento industrial.
“A beira do desaparecimento”...


O plano do governo pede pesquisas onde a WWF canadense diz que é necessária ação agora. “As Orcas estão à beira do desaparecimento das águas do sul da Colúmbia Britânica”, disse o Presidente do grupo, David Miller, “o tempo está se esgotando”.
Esperamos poder contar com a seriedade e ética do governo canadense para atuar com mais agilidade e vontade no que tange essas criaturas magníficas que tanto amamos e admiramos, afinal elas também são símbolo de sua nação.


domingo, 19 de março de 2017

Maioria das baleias mortas na Noruega é de fêmeas grávidas

Um documentário exibido pela cadeia de televisão pública norueguesa NKR revela que quase todas as baleias minke capturadas são fêmeas prenhas. Representante da Greenpeace Noruega, Truls Gulowsen, defende que "a caça às baleias é agora ainda mais inaceitável".

O documentário Slaget om kvalen (Batalha de Agonia) divulga imagens terríveis da indústria baleeira da Noruega, incluindo uma sangrenta cena durante a qual um pescador corta uma baleia e remove o seu feto, em avançado estado de gestação.
A transmissão do documentário alimentou uma larga onda de indignação, face à objeção da Noruega no que respeita ao cumprimento do tratado internacional de 1986, que impôs uma moratória para a captura de baleias.
A Noruega e a Islândia são os únicos países que permitem a caça comercial de baleias. O Japão também autoriza a caça às baleias, ainda que, oficialmente, “por motivos científicos”.
Truls Gulowsen, diretor da Greenpeace na Noruega, defende que “a caça de baleias é agora mais inaceitável que nunca”.
"Por um lado, porque é uma violação de um tratado internacional e, por outro, porque é indefensável que se capturem baleias num estágio tão avançado da gestação”, assinala, alertando que “estas práticas não só afetam as baleias atuais, como também as futuras gerações”.
De acordo com um relatório conjunto do Animal Welfare Institute, OceanCare e Pro Wildlife, datado de 2016, em 2014 e 2015, a Noruega matou mais baleias do que o Japão e a Islândia juntos.
A Noruega é a maior nação baleeira do mundo. O governo norueguês aprovou, para 2017, uma quota para a captura de 999 baleias minke, face à quota de 880 baleias definida para 2016.
As baleias são caçadas pela sua carne, que constitui uma atração turística, e pela sua utilização na produção de alimentos para animais de estimação.
"A caça depende de subsídios do Estado e o novo governo está constantemente a procurar novos mercados para explorar, com jovens e turistas a surgirem como principais mercados", refere a Whale and Dolphin Conservation no seu site. "A Noruega tem procurado agressivamente manter o seu direito de caçar baleias, apesar de ser desnecessário, antieconômico e inquestionavelmente cruel", frisa a organização.




sexta-feira, 17 de março de 2017

Orca morta na NZ: causa da morte indeterminada

Devido ao que foi considerado um avançado estágio de decomposição, não foi possível identificar a causa da morte da Orca encontrada em West Auckland, na Nova Zelândia, no começo desta semana. Mas foi possível concluir que não foi por conta de colisão com embarcação como haviam suposto. A Orca era um macho adulto, chamado Nibbles, já bem conhecido da equipe de pesquisa que atua na região, o Orca Research Trust, liderado pela Dra. Ingrid Visser (como já citado diversas vezes aqui no blog). Apesar de Nibbles ter histórico de encalhes e de ter o hábito de caçar em águas rasas, tudo indica que sua morte não fora relacionada a este comportamento. É mais provável que tenha morrido no mar e sido trazido à praia pela correnteza.
De acordo com a equipe que efetuou a necropsia, cada hora que passa após a morte de uma criatura pode ser crucial para a definição da causa da morte por conta da decomposição dos tecidos. Por isso, pediram que sempre que identificarem um animal nesta condição, as autoridades sejam informadas de imediato.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Na Indonésia ela é chamada "Paupausu"

Veio lá da Indonésia a notícia do avistamento de Orcas no último domingo. Elas puderam ser vistas pelos moradores do Vilarejo de Bilolandunga, localizado em Gorontalo.
Fajrah Paputungan, morador de 20 anos, contou tê-las visto logo pela manhã, “naquele momento, a baía Tomini estava calma, e as baleias estavam nadando próximas à costa, que não é longe da minha casa”. Apesar de estarem bem próximas da costa, nenhum dos quatro moradores que as viram, conseguiram registrar o momento.
A moradora Fatmawati Paputungan contou ter visto uma Orca enquanto aguardava o marido voltar da pescaria, “vi uma grande barbatana nas águas próximas de casa e acabou que era uma paupausu”. Paupausu é o nome dado as Orcas pelos moradores de Gorontalo.
Pesquisadores passaram a coletar dados sobre avistamentos de Orcas e tubarões-baleia desde o mês passado, especialmente depois de um vídeo que mostra pescadores soltando uma Orca presa numa rede de pesca ter sido divulgado na mídia. Assista ao vídeo logo abaixo:



Adorei “Paupausu”, e vocês?

quarta-feira, 15 de março de 2017

Orca aparece morta em West Auckland

Uma Orca apareceu morta na praia de Whatipu, em West Auckland, na Nova Zelândia, possivelmente devido à uma colisão com um barco.
Comunicaram ao Departamento de Conservação sobre o aparecimento da Orca, que é um macho adulto, nesta segunda-feira, que foi em busca das permissões necessárias (junto ao povo local) para efetuarem o recolhimento e a investigação da causa da morte. As imagens obtidas no local, segundo a Diretora do Grupo de Pesquisas da Costa Marinha, Karen Stockin, mostram um possível trauma na parte frontal da cabeça. “Ainda é cedo para especular o motivo do trauma, apesar de uma colisão com embarcação ser obviamente provável”, disse ela.
Uma equipe da Universidade Massey examinou o corpo ontem a tarde e coletou amostras para exames, que incluem verificação da quantidade de poluição e de dados de sua dieta.


Apesar de mamíferos marinhos serem protegidos por lei na Nova Zelândia desde 1978, o que inclui a obrigatoriedade de comunicação de qualquer acidente envolvendo esses animais em até 48 horas, a situação das Orcas que habitam a região há tempos é considerada crítica especialmente por conta de interações por conta da pesca e por colisões com embarcações. Por conta disso, a velocidade e o movimento das hélices devem ser observados na região não podendo ultrapassar certos limites, conforme definido em lei de 1992.
Quando divulgarem detalhes sobre a necropsia divulgo aqui no blog ou através do Twitter.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

NOVE Orcas selvagens passam a ser exibidas em parque chinês

Parque marinho na China exibe pela primeira vez nove Orcas ao público. Capturadas das águas russas, as Orcas, que possuem idades diferentes, passaram a ser exibidas há poucos dias no parque Chimelong Ocean Kingdom, em Zhuhai. São cinco machos e quatro fêmeas.
Apesar de já sabermos que haviam Orcas em cativeiros na China, nenhuma delas ainda tinha aparecido em nenhum dos parques marinhos do país.
Mais notícias estão chegando ao conhecimento do público aos poucos, sendo que já foram divulgados dois nomes: Tyson e Nukka. E de acordo com anúncios do parque, “O Chimelong Ocean Kingdom começou a construção de um museu de ciência marinha ecologicamente natural, onde há luz do sol, areia, ondas e uma área grande. Ele será usado para exibição ao público, reprodução e pesquisa com Orcas, e será um dos maiores e melhores museus de ciência marinha no mundo todo”.


Confesso estar sem palavras com esta notícia. Como pode essas pessoas irem completamente na contramão de toda a opinião pública mundial? Como podem tomar tais decisões sabendo da reação do público contra o SeaWorld, por exemplo, após documentário Blackfish? Como podem ainda hoje, em 2017, optarem por planos retrógrados que já provaram não darem certo e que causam tanto sofrimento e mortes, especialmente para os animais? Não estamos mais na década de 1970, até onde eu sei...
Sincera e inocentemente acreditei que havíamos progredido nesses últimos anos com relação à consciência sobre manutenção de Orcas em cativeiro...
Triste concluirmos que nem todos tiraram proveito das lições aprendidas. Espero que o público chinês tome consciência disso e não apoie essas atividades. Sinto muito, mas não desejo sorte, tampouco prosperidade ao parque. Espero que percebam logo o equívoco que estão cometendo... E infelizmente não pela vida dos animais, porque estes já sabemos que estão condenados, mas pelos próximos que podem vir a ser capturados e terem a vida destruída num tanque de concreto clorado cheio de privações e puro sofrimento. Orcas não precisam de cuidados humanos, precisam estar livres nos oceanos.
Tristeza sem fim, queridos leitores...
Aproveitem e assinem a petição que postei na publicação anterior, para pedir aos russos que não permitam novas capturas. Somente assim não teremos que ver a triste história (cujo final já sabemos) se repetir mais e mais vezes.




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Assine a petição para impedir que Orcas sejam capturadas

A Rússia acaba de dar permissão para a captura de dez Orcas do Mar de Okhotsk. Não estipularam ecotipo.

Do início da década de 1960 até 1976, estima-se que 58 Orcas Residentes do Sul e do Norte foram ou capturadas e enviadas a parques marinhos ou morreram durante o processo de captura. Ambas as populações sofrem até hoje para tentar se recuperar desses eventos e correm sérios riscos de serem extintas.
Em 1976, a indústria se voltou para as populações da Islândia e norte do Atântico. Daquele ano até 1989, 54 Orcas foram capturadas e vendidas a parques. Essas capturas incluíram as Orcas Tilikum, Katina, Kasatka e Ulisses (mantidas nos SeaWorlds de Orlando e San Diego); Kiska (mantida no Canadá) e Stella (no Japão). Além delas, Keiko, estrela do filme “Free Willy”; e as Orcas que viveram no Playcenter, em São Paulo, Samoa e Nandu, também foram capturadas na Islândia.
Se a Rússia continuar capturando Orcas, a população do Mar de Okhotsk também sofrerá os mesmos riscos e pode jamais se recuperar como as populações citadas.
A pesquisa científica com cetáceos também é obsoleta... Portanto, por favor, vamos pedir à Federação Russa que não cometa os mesmos erros que outros países cometeram décadas atrás dizimando sua população de Orcas em troca de lucro financeiro.

Assine a petição que pede à Federação Russa banir toda captura de cetáceos para pesquisa, venda e exibição ao público imediatamente. 

ACESSE O LINK abaixo, insira seus dados, confirme e divulgue aos seus contatos!





sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

IBF cria baleia de pelúcia para auxiliar em projetos

Apesar do blog ser dedicado às Orcas, gosto sempre de publicar informações sobre outros cetáceos, especialmente sobre as lindas gigantes gentis que visitam com frequência nosso litoral, e apoiar projetos de proteção aqui realizados.
E foi com muito carinho que adquiri na semana passada uma pelúcia de baleia franca do IBF – Instituto Baleia Franca, para apoiar o trabalho que realizam. As baleias-francas são mamíferos marinhos pertencentes à família Balenidae. Distinguem-se das outras baleias por apresentarem o corpo totalmente negro, à excepção de uma mancha branca na barriga e por apresentar verrugas (calosidades) amareladas na cabeça.
O IBF é uma entidade privada, sem fins lucrativos, de natureza científica e educacional, criada em 2001, e que tem como objetivo ser referência nacional e internacional em ações de preservação e conservação do meio ambiente, atingir o desenvolvimento sustentável através da educação e proteger a Baleia Franca Austral através da geração do conhecimento sobre a espécie.
A pelúcia tem 50 cm e é muito macia. Parece um travesseirinho e faz parte do programa de geração de emprego e renda, além de ser confeccionada pela comunidade. Adquirindo uma você também estará contribuindo nas ações de pesquisa e educação ambiental, dessa forma ajudando na preservação da baleia franca e do oceano. 
Para saber mais, visite o site do IBF (http://ibf-sc.wixsite.com/baleiafranca) ou a página do Instagram @institutobaleiafranca e peça a sua! Você vai adorar!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

30 sacos plásticos encontrados em corpo de baleia

Tento passar informações e evitar ao máximo imagens que choquem aqui no blog e estou desde a semana passada avaliando se devo ou não compartilhar a notícia abaixo com vocês. Mas depois de passar o final de semana no litoral (numa praia de São Paulo "teoricamente" bem frequentada e limpa duas vezes por dia por funcionários da prefeitura) fiquei assustada com o lixo na areia. Depois de um mês de férias, a natureza não tem como esconder os estragos deixados pelas pessoas. São tampas de garrafas, saquinhos plásticos de canudos, canudos aos montes, alumínio de garrafas de espumante, pedaços e mais pedaços e mais pedaços de todas as variedades de plástico. Fico feito boba catando e levando para o lixo, mas infelizmente não consigo vencer... Apesar de sempre pensar que, a cada pedacinho, posso ter salvado mais uma vida. Quem dera todos pensassem assim. Se não fosse pelo comportamento humano, jamais veríamos cenas deploráveis e vergonhosas como a abaixo.
É triste demais ver animais sofrendo por nossas irresponsabilidades...

E apenas mais uma informação:
Em 2050 haverá mais itens de plástico nos oceanos
do que vida marinha. E 2050 é AMANHÃ!!!

Que vergonha, Humanos!!!

* * * * *



Uma baleia começou a rondar a cidade de Bergen, na Noruega, no passado mês de janeiro. Foram feitas várias tentativas para guiá-la de volta às águas profundas mas sem sucesso. 
A baleia aparentava estar exausta e com vários problemas de saúde, pelo que especialistas em vida marinha da região norueguesa optaram por sacrificá-la.
O animal, uma baleia-bicuda-de-cuvier com seis metros de comprimento, foi examinado depois da morte para se perceber o que é que se passava ao certo.
“O estômago estava cheio de plástico. Foram encontrados cerca de 30 sacos de plástico, assim como grandes e pequenos pedaços de plástico. Isto não é nada bom, aliás é incrivelmente triste”, diz o zoólogo e professor Terje Lislevand, da Universidade de Bergen.
O investigador acredita que todo o material encontrado no sistema digestivo da baleia esteja por detrás do comportamento estranho do animal. Tudo indica que estava a sentir muitas dores.
“Esta baleia não foi feliz. O plástico formou uma grande bola no estômago e encheu-o completamente. O plástico deve ter entupido o seu sistema digestivo”, afirmou ao jornal Bergens Tidende.
Outro fator estranho sobre a baleia é que esta foi o primeiro exemplar da sua espécie a ser encontrado no país.


Imagem de Christoph Noever / Bergens Tidende

“Este tipo de baleia está presente em todo o mundo, mas na Noruega é uma raridade. Já ouvi rumores de outros exemplares nas nossas águas, mas esta é provavelmente a primeira baleia-bicuda-de-cuvier neste país”, acrescenta.
O investigador explica que o animal provavelmente comeu estes plásticos por pensar que se tratavam de lulas. “O plástico não é apenas um problema para as baleias, mas também para animais como as aves e as tartarugas”, aponta.
Segundo o professor, os ossos da baleia e os plásticos encontrados vão ser expostos no Museu de História Natural do país, no verão de 2019, uma forma de alertar para este tipo de acidentes provocados pelo Homem.

Fonte: HypeScience.


P.S.: Não é a primeira vez que uma baleia de bico cuvier vira notícia aqui no blog e especificamente, inclusive, por conta de LIXO! Leiam na publicação de maio de 2011 http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2011/05/o-plastico-e-poluicao-nos-oceanos.html




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Vamos fazer Orcas de neve?

A maioria das pessoas faz bonecos quando neva, mas Aaron Cambriun foi bem mais criativo. Ele fez Orcas!
Olhando de relance para a praia de Jericho, em Vancouver (Canadá), por estarem tão próximas ao mar, é até possível confundi-las com animais reais.
Feitas de neve por dentro e cobertas estrategicamente com areia para imitar os corpos de cor escura das Orcas, as esculturas mostram um pouquinho do amor do Aaron por elas. “Amo Orcas de paixão!”, disse ele após ter dado os toques finais.
Quando começou a nevar na cidade sexta-feira passada, ele planejou esculpir um pod de cinco ou seis Orcas, mas levou cinco horas para esculpir a primeira que está emergindo com a cabeça (fazendo o movimento conhecido como “Spyhopping”) e iniciou a segunda no sábado, levando dez horas para concluir. Foi um desafio e tanto, especialmente para fazer a barbatana dorsal. Mas ficaram lindas!


Imagens: Nick Procaylo do jornal Vancouver Sun

Aaron faz trabalho voluntário no Aquário de Vancouver, é mergulhador certificado e artista dedicado ao amor pelo desenho e pela pintura. Suas esculturas na praia viraram notícia de jornal e graças a isso podemos apreciá-las.



P.S.: Quer saber o que é spyhopping? Visite a postagem de abril de 2011: http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2011/04/o-que-e-spyhopping.html




terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Tilikum morreu de pneumonia bacteriana

Representantes do SeaWorld disseram que Tilikum morreu devido à uma pneumonia bacteriana. Os resultados da necropsia foram apresentados na sexta-feira.
Já sabíamos que ele era tratado por conta de bactérias no pulmão há meses, portanto acredito que este resultado não seja de surpreender. A grande verdade é que ele era apenas mantido vivo com doses e mais doses de antibióticos diariamente.

Sobre o corpo de Tilikum, não declararam nada. Não sabemos o que será feito com ele. Na semana passada, recebi uma mensagem do ex-treinador do parque e um dos fundadores do Voice of the Orcas, Jeffrey Ventre, que a última informação que ele havia recebido sobre o corpo era que estava sendo mantido congelado.
O parque sabe da importância do Tilikum e o que ele representa para seus adoradores... Acho mais uma falta de respeito com o público não se decidirem e não divulgarem o que vai ser feito para que as pessoas possam, de alguma forma, expressar seu carinho.




domingo, 22 de janeiro de 2017

Orcas! Orcas! Orcas no Brasil!!!

Quando postei dias atrás sobre as primeiras Orcas de 2017 vistas na Nova Zelândia, imediatamente me veio à mente quando postaria que elas tivessem nos dado a honra da visita pela primeira vez este ano. E para minha alegria isso ocorreu bem antes que eu esperava. E foi na Barra da Lagoa, em Florianópolis, Santa Catarina, ontem.
De acordo com velejadores que as viram, eram provavelmente oito delas. Mas três, que pareciam mais jovens, aproximaram-se mais das embarcações. Apesar de dizerem que costumam vê-las todos os anos, à princípio tiveram dúvidas se eram mesmo Orcas, porém, como o mar estava claro, cristalino, o chamado "mar azul", foi fácil confirmar, especialmente ao exibirem suas famosas manchas brancas acima dos olhos. Ainda segundo eles, um cardume de arraias tinha passado pelo local um pouco antes, indicando que elas poderiam estar caçando. Um dos velejadores fez os preciosos registros abaixo para nos encher de alegria:

Imagens de Adrien Caradec

Há mais relatos de Orcas vistas aqui no Brasil desde a criação do blog. Faça uma busca ao lado para ler sobre os demais casos.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Orcas são vistas na NZ pela primeira vez no ano

Que tal um pouco de notícia boa?
Estamos precisando, não?
Então vamos lá:

* * * * *


Foi com imensa alegria que turistas tiveram o primeiro encontro com Orcas do ano, no último dia 10, na Nova Zelândia. O pod era comporto de dez Orcas sendo um macho bem grande, outro com a barbatana dorsal deformada, quatro fêmeas, duas jovens e dois filhotes de aproximadamente 2 anos de idade. A barbatana dorsal provê estabilidade nos movimentos, mas a Orca com a deformidade parecia não se afetar. Os filhotes, segundo Julian Yates, Capitão da embarcação, aproximaram-se curiosos do barco parecendo que queriam subir nele. Observaram cada detalhe... viraram para cima, para baixo, verificaram as hélices, o casco, etc.
De fato, devo observar que, Orcas neozelandesas possuem comportamento muito peculiar comparado a outras populações que já observei, pois são extremamente curiosas e até atrevidas, sempre se aproximam de barcos, caiaques, pranchas, adoram interagir, se exibir e investigar o que tiver pela frente. É fácil identificá-las por este tipo de comportamento, é só observarem outras postagens aqui do blog. Dão sempre um show!
Fizeram um outro passeio naquele mesmo dia e apesar do pod já ter se deslocado, lá estavam os filhotes novamente atrás do barco observando as pessoas.




No vídeo abaixo é possível ver parte do encontro, porém, neste link, há um vídeo mais completo que mostra o momento em que os filhotes curiosos vêm observar o barco: https://www.tvnz.co.nz/one-news/new-zealand/looks-like-wants-climb-board-extraordinary-orca-encounter-sees-pod-investigate-boat-in-akaroa-harbour



Existem apenas de 150 a 200 Orcas habitando as águas neozelandesas. Apesar de elas serem protegidas na região, é triste pensar que são tão poucas.