sexta-feira, 21 de julho de 2017

Orca resgatada 15 anos atrás dá à luz seu segundo filhote

A Orca Springer que foi resgatada em Puget Sound e devolvida ao lar, no Estreito de Johnstone, 15 anos atrás, deu à luz seu segundo filhote.
O Departamento de Pesca e Oceanos canadense divulgou que ela foi vista no mês passado com seu novo filhote na costa da Colúmbia Britânica. Seu primeiro filhote, chamado de Spirit, nasceu em 2013.
Conforme já contado em publicações passadas aqui do blog, a Springer foi encontrada órfã e doente na costa da cidade americana de Seattle, em 2002. Ela foi então resgatada, reabilitada e levada de catamarã até o extremo norte da Ilha de Vancouver, no Canadá, onde pode se reunir com sua família. Como descrita por Paul Spong, do OrcaLab, “a história da Springer é uma inspiração em diversos níveis, pois prova que uma Orca órfã, separada da família, pode ser reabilitada e devolvida a uma vida normal e produtiva ao lado de familiares e de sua comunidade”.

Foto: Lisa Spaven, Department of Fisheries and Oceans

De acordo com oficiais, ela é normalmente vista em áreas da costa da Colúmbia Britânica e ocasionalmente, durante o verão, no Estreito de Johnstone.
A notícia do nascimento de seu segundo filhote chegou poucos dias antes do aniversário de 15 anos de seu resgate (ocorrido em 12 de junho de 2002) que será celebrado em Telegraph Cove entre hoje e domingo (de 21 a 23 de julho).

Em 2012 contei a história da Springer e ela pode ser lida na seguinte postagem:
https://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2012/06/10-anos-da-reabilitacao-de-springer.html





quinta-feira, 20 de julho de 2017

Orca de parque russo fica presa durante show

Mais uma cena deprimente que somos obrigados a testemunhar sobre o sofrimento de uma vida em cativeiro. Num vídeo publicado no Instagram pela página “keiko_conservation”, Juliet, uma Orca mantida em cativeiro na Rússia, após subir na plataforma para mais um dos truques que precisa realizar para a plateia, é, por motivo desconhecido, impulsionada para longe da beirada por outra Orca e tenta desesperadamente retornar. Os treinadores nitidamente não sabem o que fazer. As imagens são de partir o coração, especialmente por considerarmos que o próprio peso da Orca fora da água deve ser extremamente doloroso. Em determinado momento ela gira por cima da própria nadadeira... Sem dúvida um esforço que jamais seria necessário para uma Orca na natureza. Lamentável e degradante, dois adjetivos que definem bem, infelizmente.



Não consegui carregar o vídeo aqui no blog, mas ele pode ser visto no seguinte link:
http://www.onegreenplanet.org/news/orca-struggling-after-being-beached-during-performance/




quarta-feira, 19 de julho de 2017

Mergulhador fotografa Orcas para provar como são dóceis

Orcas são famosas por serem caçadoras destemidas, mas um homem tem a missão de mostrar que essas gigantes predadoras possuem um lado gentil.
Jacques de Vos, um fotógrafo subaquático que atua na Noruega, efetua mergulhos com Orcas frequentemente para observar e registrá-las em ação. As incríveis imagens que capta mostram-nas deslizando com suavidade pelas águas congeladas enquanto caçam peixes ou se deslocam com o pod.
Jacques declarou a um jornal que jamais teve qualquer incidente com elas e as considera "inteligentes, fortes e conscientes". Ele disse ainda que "elas têm muita fama por serem eficientes e às vezes até de serem caçadoras cruéis, o que torna ainda mais incrível observar quão cuidadosas e gentis são quando estamos na água com elas".
Jacques diz que seu local favorito para mergulhar com Orcas é no Norte da Noruega, onde as águas são cristalinas e habitadas por uma população saudável de Orcas.
Confira alguns de seus lindos registros:





No vídeo abaixo, o fotógrafo conta um pouco da sua história, do fascínio exercido pelas Orcas desde a infância quando ganhou um livro sobre animais marinhos e mostra como é a preparação para os mergulhos:



Caso queira ver mais imagens e acompanhar o trabalho do fotógrafo, siga sua página no Instagram Jacques de Vos - @jdvos_com.




sexta-feira, 14 de julho de 2017

Britânicos poderão "libertar" Orcas com o celular no Dia Mundial da Orca

Para comemorar o "Dia Mundial da Orca", que é celebrado hoje, dia 14 de julho, a Born Free Foundation e a premiada agência WCRS estão lançando uma campanha para chamar a atenção e trazer conscientização sobre a situação das Orcas que vivem em cativeiros.
Usando telas fornecidas pela Ocean Outdoor e CGI fornecido pela The Mill London, a campanha #TankFree está ocorrendo hoje em cinco locais diferentes no Reino Unido, onde telões digitais exibirão imagens full-motion de Orcas confinadas em tanques virtuais. As pessoas que passarem por esses locais podem libertar as baleias (que nadarão para fora dos tanques a caminho da liberdade) efetuando doações para a Born Free Foundation no valor de 5 libras. Assim que uma delas é libertada, outra toma seu lugar aguardando uma nova doação.



O Diretor de Criação da WCRS, Steve Hawthorne, disse: “Às vezes, a maneira mais eficaz de fazer com que as pessoas enxerguem um problema é simplesmente mostrá-lo de uma forma que fique difícil de ser ignorado; e usando telas digitais com as mesmas dimensões que muitos dos tanques que orcas são mantidas, conseguimos exatamente isso.”
“Atualmente existem 62 Orcas no mundo todo obrigadas a viverem em espaços apertados, efetuando truques que não são naturais em parques marinhos e aquários”, disse a cofundadora do Born Free, Virginia McKenna. “Este apelo altamente visual e dinâmico (...) vai nos ajudar na missão de por um fim à prática de se manter cetáceos em cativeiros.”
Os telões podem ser vistos hoje em Westfield Stratford (Londres), no Birmingham Media Eyes, Liverpool Media Wall e The Screen @Arndale (Manchester) e em St. Enoch (Glasgow).


E aí, o que achou da iniciativa?
Você estaria disposto(a) a doar 5 libras pela causa?




quinta-feira, 13 de julho de 2017

V Pod Orcas no Facebook

Com o objetivo de ser mais uma fonte de divulgação e compartilhamento de informações, bem como de tentar abranger ainda mais notícias sobre Orcas, o blog agora também pode ser acompanhado pelo Facebook.
Amante de Orcas desde a infância e sentindo uma extrema carência de informações sobre elas no Brasil (tanto de conhecimentos técnicos quanto de notícias sobre Orcas selvagens e de cativeiro – incluindo a abordagem da realidade por trás desses mesmos cativeiros (ainda desconhecida pela maioria dos brasileiros)), associando aos meus estudos sobre elas e minha formação em tradução de Inglês, iniciei em 2011 (ainda bem antes do “efeito Blackfish”), este que pode ser considerado um trabalho pioneiro neste campo: O “V-Pod”Orcas Blog.
Iniciando o compartilhamento de postagens e demais notícias através do Twitter em maio do mesmo ano, e de imagens através do Instagram em junho de 2016. Portanto, sentindo que há muito a ser explorado sobre o que é compartilhado por entidades e entusiastas do tema através do Facebook, além de poder contribuir com discussões e dados sobre elas, inicio neste momento minha página oficial e convido todos a curti-la, acompanhá-la e compartilhá-la a fim de que mais pessoas possam conhecer este trabalho que é feito com tanta dedicação e carinho.

Aguardo a visita de todos: https://www.facebook.com/vpodorcas/



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Baleia é vista em Fernando de Noronha

Nós últimos dias muita gente que tem realizado passeio de barco em Fernando de Noronha ganhou um presente extra da natureza. Os passageiros de algumas embarcações estão avistando uma baleia, o que não é comum no dia a dia na região. Os mamíferos costumam passar pela ilha uma vez por ano, na rota de migração, geralmente no mês de agosto, mas este ano os primeiros animais já foram registrados neste início de julho.

Imagem: Edson Silva Bacana/Nave

A tripulação do barco com fundo transparente Nave registrou o encontro. “Nós identificamos um grande cardume de peixes pequenos, a baleia pode ter seguido os peixes. Essa é uma baleia da espécie jubarte ”, informou o engenheiro de pesca Léo Veras, dono da embarcação.



Fonte: G1 de 10 de julho de 2017.



domingo, 2 de julho de 2017

Pescadores estão sendo “perseguidos” por Orcas no Alasca

Relatos estão surgindo de que pods de Orcas têm perseguido pescadores e os expulsado de áreas de pesca ao mesmo tempo em que estão roubando o que foi pescado.
O Capitao de um dos navios, Paul Clampitt, disse: “Estamos sendo expulsos do Mar de Bering” e contou que instalou dispositivos sonoros em sua embarcação na tentativa de espantar os pods, mas alega que as Orcas se acostumaram com o som de tal forma que agora o consideram como “um alarme chamando para a refeição”.
Outro Capitão, John McHenry, comparou as Orcas a “gangues de motocicletas”: “Quando você vê umas duas delas significa o fim da viagem, porque de repente aparecem 40 em volta do barco.”
De acordo com o Alaska Dispatch News, a tática das Orcas já está causando “prejuízo significativo”. Os pescadores alegam que num dia normal conseguem pescar de 9 a 14 toneladas de halibute, mas se as Orcas aparecem, elas arrancam as linhas de pesca deixando somente a boca dos peixes presa aos anzóis.
Acrescentaram ainda que elas andaram ficando cada vez mais agressivas com o passar dos anos e que agora a situação está “completamente fora de controle”.
Outro capitão de barco contou que elas o perturbaram sem parar numa viagem em abril e que o fizeram perder 5,5 toneladas de pescado de halibute e 15 mil litros de combustível ao tentar avançar deixando-as para trás. 
Robert Hanson disse que em outra viagem próxima à fronteira russa, um pod de 50 Orcas o acompanhou por 50 quilômetros em uma direção e 55 quilômetros em outra e ainda permaneceram com a embarcação por 18 horas enquanto à deriva. Depois de dois dias tentando pescar, ele desistiu.

Tenho acompanhado outros relatos de extrema agressividade de Orcas nesses últimos tempos, claro que sempre envolvendo barcos de pesca e outros animais (não com relação a humanos), mas que merecem atenção. Talvez seja a escassez de alimentos, talvez outras alterações no ecossistema... Ainda cedo para dizer quais seriam as causas já que envolvem diferentes populações, culturas e locais, mas aos poucos vou tentando publicar no blog.




sexta-feira, 30 de junho de 2017

"The Whale Bowl"

Junho foi um mês muito especial na luta contra cativeiros de Orcas. Além de considerado o mês de conscientização das Orcas Residentes do Sul, para os moradores do Noroeste do Oceano Pacífico, e do lançamento do documentário Inside the Tanks (já divulgado por aqui), estudantes de cinema da Universidade de Greenwich, de Londres, no Reino Unido, lançaram um documentário curto muito especial. Desta vez, o foco é a história da Orca Lolita, cuja triste trajetória, longo período de cativeiro e seu minúsculo tanque no Miami Seaquarium impressionam até os mais insensíveis.
Mencionada diversas vezes aqui no blog, Lolita tem uma história de solidão que merece ser contada e é isso que faz “The Whale Bowl” (que podemos traduzir como “A Tigela da Baleia”, uma alusão ao tanque de dimensões extremamente pequenas em que ela vive).
Dirigido por Emily George, narrado pela atriz e autora Heidi Mumford-Yeo e com a trilha sonora composta por Stafano Fasce, aluno da National Film and Television School, de Londres; o documentário relata o histórico da Lolita, a de seu parceiro de tanque, Hugo, sua situação atual e os esforços contínuos para transferi-la para um ambiente mais natural, nas mesmas águas de que foi retirada.
Em entrevista para o Marine Connection (organização britânica de proteção, conservação e bem estar dos cetáceos), a Diretora falou mais sobre o filme:

- Qual foi a principal motivação para abordar a questão dos cetáceos em cativeiro em seu documentário?
Emily: Em setembro do ano passado, pediram que déssemos ideias para nosso projeto de conclusão de curso, e imediatamente expressei meu desejo de criar um filme sobre a Lolita.
A questão sobre o cativeiro de cetáceos sempre foi muito impactante para mim e acompanhei a história da Lolita por muitos anos. Eu queria aproveitar essa oportunidade para elaborar um filme que fosse mais do que entretenimento, eu queria criar algo que fizesse uma diferença de fato. O “efeito Blackfish” foi uma grande parte da minha pesquisa para este projeto, juntamente com meus estudos sobre a força que filmes e a publicidade viral podem ter, além de como a edição pode causar um impacto emocional. Combinando esta pesquisa e a minha paixão pelos cetáceos, espero que tenhamos criado um filme que sensibilize o público, de forma criativa e educativa.

- O que há de especial na história da Lolita que te fez querer contá-la?
Emily: Conversei com muitas pessoas sobre a Lolita, e a grande maioria não tinha ideia da sua história ou suas condições de vida atuais, ao mesmo tempo ficava chocada ao saber. Estar sozinha há 47 anos num tanque de concreto com a profundidade de seu comprimento, é incompreensível. Eu realmente acredito que se mais pessoas soubessem a verdade, não visitariam o parque. Ao produzir o documentário, tive a honra de conhecer diversas pessoas inspiradoras que estão lutando por ela, e são as vozes dessas pessoas que estão chamando a atenção para que ela possa ser salva. O que me vem sempre à cabeça é: “Se não podemos tirar a Lolita de lá, que esperança temos para os outros animais?". É por isso que queria que o documentário se concentrasse na história dela.

- Em sua opinião, qual a melhor forma de abordar a questão, não só da Lolita, mas dos cetáceos em cativeiro, com a juventude de hoje?
Emily: Eu acredito que há uma mudança de geração ocorrendo nas atitudes com relação a isso. Tenho 21 anos e cresci com acesso a um mundo de informações através da Internet, que não existia anteriormente. Há pessoas da minha família que conheceram o Winston, uma orca mantida no Windsor Safari Park (onde atualmente é o Legoland) na década de 1970, e não faziam a menor ideia da realidade. E hoje dizem: “se eu já soubesse, não teria ido”. Eu acredito que seja o poder crescente das mídias sociais que esteja dirigindo essa mudança de opiniões, especialmente com pessoas mais jovens. Não temos mais acesso a apenas um lado da história, podemos constantemente buscar e compartilhar informações para formar nossas próprias opiniões. Essas informações estão se espalhando rapidamente e só consigo ver essa força crescer.
* * * * *

Com visual criativo e inovador, narrativa emocionada e belas imagens, o documentário merece ser prestigiado e pode ser assistido aqui:



Vamos apoiar mais esta tentativa de salvar a pobre Lolita. Assista ao filme, comente-o nas redes sociais, divulgue-o, curta a página oficial no Facebook: 
https://www.facebook.com/TheWhaleBowl/




P.S. 1: Os diversos desenhos exibidos durante o filme foram todos desenhados por crianças de escolas locais no Reino Unido e dão um toque especial à imagens. Não deixe de reparar neles.

P.S. 2: Há mais sobre a história de Lolita e do Hugo aqui no blog. Faça uma busca ao lado para encontrar os links. Em especial, a publicação que mostra o emocionante vídeo da Lolita reconhecendo uma gravação com os sons emitidos por membros de seu pod: http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2012/08/triste-comemoracao-captura-de-lolita.html. É de arrepiar!




quinta-feira, 29 de junho de 2017

Baleias-Francas chegam ao nosso litoral

E para não nos esquecermos das lindas gigantes gentis que nos dão a honra da visita anualmente, venho aqui comunicar que a temporada de Baleias-Francas no litoral brasileiro foi iniciada.
As primeiras delas chegaram ao litoral de Santa Catarina no início desta semana. Pescadores afirmaram tê-las visto no domingo, dia 25, em Garopabada, e duas delas foram vistas e registradas, na segunda-feira, em Imbituba, no Sul do estado. De acordo com Karina Groch, Diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca, que completa 35 anos em 2017, as duas baleias adultas foram vistas por cerca de 20 minutos na praia do Rosa, o registro foi realizado pelo Instituto Baleia Franca, mas não foi possível identificar se eram fêmeas ou machos.
Nessa época, muitas baleias podem ser vistas em todo litoral catarinense, mas especialmente na área da Apa da Baleia Branca, que vai de Florianópolis a Balneário Rincão.
A temporada começa na segunda quinzena de julho e vai até novembro. Isso pelo monitoramento dos outros anos, cada ano pode ter sua particularidade. O pico da temporada é em setembro. A maioria das baleias que aparece é fêmea. “Elas ficam de dois a três meses para terem os filhotes, eventualmente para o acasalamento, no caso das baleias que já tiveram filhotes na temporada anterior e voltam para o desmame”, explica Karina.
O monitoramento dos pesquisadores do projeto Baleia Franca começou oficialmente ontem.


Em fevereiro deste ano, falei um pouco mais sobre o Instituto Baleia Franca, divulguei um pouco do trabalho que realizam e da venda da pelúcia, que auxilia a arrecadar fundos para o projeto, além de gerar oportunidades para a região local. Leia mais no link abaixo e apoie este que é um projeto de monitoramento e proteção tão importante: 
http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2017/02/ibf-cria-baleia-de-pelucia-para.html




sábado, 17 de junho de 2017

"Inside the Tanks" estreia no YouTube

O novo documentário sobre cativeiros de mamíferos marinhos que promete mostrar os dois lados da indústria, "Inside the Tanks", já está disponível para ser assistido no Canal Oficial do filme no YouTube:
Consegui assistir ontem a noite (tem cerca de 40 minutos de duração apenas) com certeza recomendo a todos. Muitas informações novas? Na verdade, não. Mas a abordagem amigável junto ao Diretor do Marineland é bem interessante para podermos refletir sobre o ponto de vista do parque sobre o comportamento dos animais.
Assistam! Vale a pena!
Se tiverem dificuldade por conta da língua, me escrevem sobre qualquer dúvida e tento auxiliar.
E já declararam que só vão fazer legenda em Português se houver interesse do público. Portanto, demonstrem esse interesse usando hashtags e comentando nas redes sociais, quem sabe assim planejam a tradução.
Aguardo comentários aqui ou pelo Instagram para saber a opinião de vocês.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Japão dá início a uma campanha de caça a baleias no Pacífico

Japão deu início, nesta quarta-feira, a uma campanha de caça a baleias no Pacífico que certamente vai atiçar a ira de defensores dos direitos dos animais e outros ativistas que pedem o fim dessas caças. Três navios estão deixando o porto para uma missão que vai durar três meses com o objetivo de capturar 43 baleias minke e 134 baleias sei, de acordo com o governo.
A nova missão acontece depois que o país começou, no domingo, uma caça baleeira anual nas margens ao Norte do Pacífico, que pretendem capturar 47 baleias minke até o fim de julho. O Japão é signatário da moratória da Comissão Baleeira Internacional sobre a caça às baleias, mas a nação se aproveita de uma lacuna na proibição, que permite a pesquisa científica letal.
O governo japonês vem tentando provar que a população de baleias é grande o bastante para sustentar um retorno à caça comercial. A pressão externa sobre o país para que dê fim à caça tem se tornado um problema espinhoso para a diplomacia do Japão.
Além disso, a demanda dos consumidores japoneses por carne de baleia diminuiu significativamente ao longo dos anos. Isso levanta um questionamento interno sobre o sentido econômico das missões baleeiras.
Em 2014, o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas ordenou que Tóquio encerrasse sua caçada nas águas antárticas, afirmando que o projeto não atendia aos padrões científicos convencionais. O Japão cancelou sua caçada 2014-15, mas retomou o projeto no ano seguinte sob um novo programa, afirmando que seu novo plano é genuinamente científico.
A caça da Antártida tem enfrentado conflitos no alto mar entre baleeiros japoneses e ativistas de animais.



Fonte: O Globo de 14 de junho de 2017.



terça-feira, 6 de junho de 2017

Novo documentário aborda diferentes lados sobre cativeiros

Com estreia programada para 15 de junho, o documentário Inside the Tanks ("Dentro dos Tanques", se traduzido para Português, porém sem nome oficial ainda no Brasil), promete ter uma abordagem exclusiva sobre a manutenção de mamíferos marinhos em cativeiro. Nele, o Apresentador e Produtor Jonny Meah abre completamente o debate sobre o tema, dando a chance de todos os lados apresentarem seus argumentos, incluindo entrevistas aprofundadas com a Fundação The Born Free Foundation, a Dra. Ingrid Visser, o ex-treinador John Hargrove, e, em exclusividade, com o Diretor do parque francês Marineland, Jon Kershaw.

Assista ao trailer abaixo:


A estreia ocorrerá mundialmente no próximo dia 15 através do Canal Oficial Inside The Tanks no YouTube: 

O Produtor ainda está trabalhando na disponibilização de versões legendadas, mas somente em Francês, Alemão e Espanhol, à princípio.

Para saber mais, visite e curta a página do documentário no Facebook e https://www.facebook.com/InsideTheTanks/ e acompanhe as novidades também pelo Twitter @InsideTheTanks.



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Roberto Bubas luta para libertar Kshamenk

Já citamos aqui no blog a história da Orca Kshamenk, mas o que muitos não sabem é que o guarda-fauna Roberto Bubas, agora também famoso pelo filme "O Farol das Orcas", também está envolvido em projetos de soltura da Orca.
Ele que se define como um ativista não-fundamentalista e também tem sua luta focada em libertar Kshamenk, a única Orca em cativeiro na América do Sul, que vive no Parque Mundo Marino, em San Clemente del Tuyú, na Argentina. Por esse motivo, ele se reuniu (junto ao ator que fez seu papel no filme “O Farol das Orcas”) com a governadora María Eugenia Vidal em 2016 para mais uma tentativa de apresentar o projeto e buscar apoio para a reabilitação. Segundo ele, “a orca foi capturada em 1992, e é da família das Orcas da Península Valdes”, e esclarece ainda que não pretende acabar com o parque (impactando-o de forma negativa financeiramente falando), mas transformá-lo em um centro de conhecimentos, sem animais em cativeiro.

Quer saber mais sobre Kshamenk?
Visite o link de agosto de 2012, quando pedi o apoio dos leitores do blog para que assinassem uma petição pedindo por sua libertação:
http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2012/08/conheca-kshamenk-orca-da-argentina-e.html




quinta-feira, 1 de junho de 2017

"Pequena Sereia" manchada de vermelho em nome das baleias

A estátua da Pequena Sereia, uma das marcas emblemáticas de Copenhaga e da Dinamarca, foi vandalizada esta terça-feira por manifestantes contra a caça às baleias.
Os manifestantes pintaram a estátua com tinta encarnada e escreveram na pedra à frente: “Dinamarca defende as baleias das Ilhas Faroé”.
A polícia diz que está tratando o assunto como um ato de vandalismo, mas que não tem ideia de quem foram os responsáveis.
A caça à baleia é permitida junto à costa das Ilhas Faroé, um arquipélago que pertence à Dinamarca.
A estátua da “Pequena Sereia”, figura de um conto do famoso autor dinamarquês Hans Christian Andersen, encontra-se em cima de uma rocha, junto ao mar. Já foi alvo de várias tentativas de vandalismo, incluindo dois casos de decapitação.



Fonte: Site Renascença de 30 de maio de 2017.

P. S.: A caça às baleias piloto nas Ilhas Faroé é uma das mais brutais e sangrentas. Alegando tradição, a matança ocorre com ganchos de metal e conta com a participação de crianças ainda bem pequenas. Segundo a tradição, as mortes fortalecem as crianças.



quarta-feira, 31 de maio de 2017

Vídeo mostra Orcas perturbando uma baleia azul

Um vídeo capturado por drone flagrou um grupo de orcas realizando um ataque coordenado contra uma baleia azul na costa de Monterey, na Califórnia, EUA. Conhecidas como baleias assassinas, as orcas atacam outros mamíferos marinhos, como golfinhos e focas, mas têm poucas chances contra o maior mamífero do planeta, que chega a medir 30 metros de comprimento e pesar quase 200 toneladas.
— Elas provavelmente estavam fazendo isso por diversão — disse Nancy Black, bióloga marinha que acompanhava o passeio, em entrevista à “National Geographic”. — Elas brincam com as baleias como gatos brincam com sua presas. Elas são muito brincalhonas e sociáveis.
As imagens foram feitas no último dia 18 por Anoorag Saxena, um turista indiano que participava de um passeio promovido pela empresa Monterey Bay Whale Watch. Segundo Nancy, eles estavam acompanhando um grupo com cerca de 15 orcas quando, de repente, a baleia azul surgiu na superfície e chamou a atenção dos observadores, e também das orcas.
Apesar de ser muito maior que as orcas, a baleia azul adulta parece ter se assustado com a aproximação dos predadores e nadou rapidamente para longe. Normalmente, as orcas são incapazes de abater as imensas baleias azuis e cinzentas adultas, mas os filhotes são presas desejadas. Segunda Nancy, que trabalha com os cetáceos da região há 25 anos, entre abril e maio as baleias cinzas cruzam a costa do Pacífico com seus filhotes em direção ao Alasca. Nesse período, o número de orcas também aumenta.
Quando caçam grandes presas, como baleias, as orcas formam um círculo ao redor do alvo, tornando a fuga mais difícil. Apesar de serem capazes de se comunicar, a caça é completamente silenciosa, fato que intriga os cientistas na busca de explicações sobre como as ações são coordenadas. No vídeo, as orcas realizam o ataque no mesmo momento, numa formação em linha.



— Elas são extremamente sincronizadas — disse Nancy. — Nós não sabemos como elas são capazes de fazer isso de forma tão exata.
Segundo a bióloga, é possível que as orcas estivessem treinando formações de ataque, mas, na sua opinião, é mais provável que elas estivessem apenas incomodando a baleia.
— Às vezes elas são como crianças — disse Nancy. — Elas estão mexendo apenas para ver a reação.


Fonte: O Globo de 26 de maio de 2017.


Nota do Blog:
A opinião do blog contraria a da Bióloga da reportagem. É ainda mais provável que elas estivessem treinando formações de ataque do que meramente se divertindo, de acordo com estudos sobre Orcas e por toda experiência de acompanhamento de registros do comportamento das mesmas.




domingo, 21 de maio de 2017

Mergulho com Orcas e Jubartes

Neste domingo, nada de notícias. Apenas algumas belas imagens para relaxar. Quanta sorte desses mergulhadores noruegueses numa expedição em busca de Orcas e baleias Jubarte... Nem imagino a emoção que seriam mergulhos como estes: 






quinta-feira, 11 de maio de 2017

Roberto Bubas esclarece verdade e ficção em "O Farol das Orcas"

Para muitos que têm buscado o blog e me enviado mensagens para saber detalhes sobre o filme e a história real por trás dele, traduzi trechos de uma entrevista do Roberto Bubas e do ator Joaquín Furriel sobre "O Farol das Orcas". Espero que gostem:

* * * * *


"Meu objetivo era ser o mais realista, sem ser um documentário, porque o filme tem um valor cinematográfico", explica Furriel. "Eu vi nele (no Bubas) uma pessoa muito sincera e convicta. E pessoas não agem como todas. O Beto tem uma maneira particular de olhar, de seguir em frente”.

- Beto, você influenciou no filme?
- Bubas: Sim. Graças à generosidade e ao profissionalismo do Joaquín. Porque ele tinha a liberdade para caracterizar o personagem que quisesse. No entanto, ele explorou, analisou minha personalidade, estudando-a de maneira profunda para destacar as partes mais marcantes. E achei isso muito valioso.

- Quanto há de realidade e ficção em “O Farol da Orcas”'?
- Bubas: A história verdadeira é de um menino argentino surdo e mudo com comportamento autista. Seus pais, Ricardo e Graciela, escreveram-me quando ele demonstrou interesse ao me ver na revista “Viva” tocando gaita para as orcas. Ele havia deixado seu mundo fechado, pois foi a primeira vez que algo chamou sua atenção. Em seguida, a mãe, muito corajosa e determinada, veio me encontrar na Península Valdes. E isso me inspirou a escrever o livro. O filme é baseado nesta história real e é bem fiel, exceto pelo caso de amor com a mulher.
Bubas comentou ainda que naqueles dias com o Agustín não conseguiram encontrar Orcas porque era uma época de pouco avistamento e que ele se sentia culpado com isso. No entanto, o menino começou a mostrar melhoras por conta da relação com a natureza, com o cavalo e elefantes marinhos. No dia em que foi embora, apareceu uma Orca na praia com um recém-nascido. Ou seja, o Roberto explicou ao menino que elas não tinham vindo porque tinha nascido um bebê.

- Você sabe como está o Augustín hoje em dia?
- Bubas: Esta é a mensagem mais mágica da história. A partir dali, o comportamento autista do Augustín diminuiu completamente. Hoje ele está com 25 anos, tem uma namorada, utiliza a linguagem de sinais, joga futebol e é um artista plástico. Está totalmente inserido na sociedade.

- Você mantém contato com as Orcas?
- Bubas: Não posso dizer. Na verdade, o contato com elas não precisa ser físico. Porque quando alguém cria um vínculo tão forte e puro como o que criei ele não se desfaz jamais.



Fonte: Site Clarín de 10 de abril de 2017.




quarta-feira, 10 de maio de 2017

Orcas passaram a caçar tubarões brancos na África do Sul

Sempre se discutiu muito sobre quem seria realmente o grande predador dos oceanos. É comum as pessoas pensarem imediatamente no grande tubarão branco quando este é o assunto, mas mais uma vez é possível confirmar que quem está no topo desta cadeia na verdade são grandes golfinhos, as Orcas.
Em apenas uma semana três carcaças de tubarões brancos com ferimentos semelhantes foram encontradas. Dentre elas, a carcaça do maior deles já dissecado na África do Sul, uma fêmea, em idade reprodutiva, medindo 4,9 metros e pesando 1.110 kg. Os corpos estão quase todos preservados, exceto por grandes traumas na região peitoral. Necropsias revelaram que todos tiveram o fígado retirado e dois deles também o coração. Segundo avaliação dos pesquisadores quem está causando todas essas mortes são as Orcas e eles estão impressionados com a habilidade e a precisão (praticamente cirúrgica) de retirada dos citados órgãos. Não que isso seja novidade já que é comum observar Orcas caçando filhotes de baleias, comendo apenas sua língua e descartando o restante, mas é algo definitivamente novo de se observar na África do Sul.
Equipes que fazem passeios para observar e mergulhar com tubarões brancos (atividade muito comum na região e procurada por turistas do mundo todo) também disseram ter tido dificuldades de encontrar os animais nessas últimas semanas, o que é muito preocupante para as populações locais desses peixes gigantes.


Biólogos do Dyer Island Conservation Trust estão avaliando a situação e, apesar de ainda não saberem os motivos, está claro que as Orcas tiveram uma mudança de comportamento de caça, talvez até por diminuição de suas presas tradicionais.




terça-feira, 9 de maio de 2017

Record de poluentes é encontrado em corpo de Orca

A necropsia apontou que uma das últimas Orcas do Reino Unido morreu com níveis extremos de poluentes tóxicos. Lulu, como era conhecida, apareceu morta em janeiro de 2016 na costa escocesa, deixando para trás apenas oito membros de seu pod, e infelizmente ganhando o triste título de a baleia mais contaminada encontrada até hoje.
As análises publicadas na última quarta-feira mostraram que ela possuía níveis de Bifenilos policlorados, PCBs (comercialmente chamado no Brasil de Ascarel), 100 vezes maior que o limite seguro. Lulu tinha 950mg/kg da substância em sua gordura corporal. Os pesquisadores agora temem que as demais Orcas de seu pod também estejam contaminadas.
Os PCBs foram banidos em meados da década de 1970 mas ainda apresentam estragos ao meio ambiente. Simon Walmsley, da WWF, disse: “Os chocantes níveis de contaminação por PCBs encontrados na Lulu, são outro exemplo trágico do impacto que estamos tendo na natureza. Tais níveis de poluentes nos oceanos, rios e atmosfera não podem ser ignorados. (...) Temos que usar isso como lição aprendida e não liberar esses contaminantes no meio ambiente sem compreender claramente quais são impactos de curto e longo prazo. Os PCBs, por exemplo, permanecerão na natureza e continuarão poluindo por muitas décadas. Estamos a caminho de perder dois terços da vida selvagem até 2020 e o grande impulsionador disso é forma como tratamos o planeta. Os resultados dessa análise devem servir de alerta de que é imperativo que continuemos a lutar para encontrar uma maneira de 7 bilhões de pessoas viverem aqui sem encher o planeta de lixo.”
A necrópsia também revelou que a Orca Lulu nunca deu à luz e provavelmente não era fértil. Ela fazia parte da população de Orcas denominada Comunidade da Costa Oeste e deixou para trás Nicola, Moneypenny, Floppy Fin, John Coe, Comet, Aquarius, Puffin e Occasus.
A WWF declarou ainda que esses achados mostram que “há uma forte evidência de que o pod está condenado à extinção.

A linda imagem abaixo é de um dos membros deste pod fotografado na Escócia por Karen Munro. Preferi compartilhar este lindo momento e não as imagens da Lulu morta. Quem sabe assim conseguimos colocar nossas energias na esperança de que irão superar as adversidades e sobreviverem às terríveis dificuldades que impomos a elas?!






quarta-feira, 26 de abril de 2017

Opinião sobre "O Farol das Orcas"

Neste final de semana tive o prazer de assistir ao filme “O Farol das Orcas” e fiquei surpresa e maravilhada com o que vi. Achei o filme encantador... Sensível, delicado, visualmente deslumbrante, apesar de a crítica não tê-lo avaliado muito bem. Obviamente não assisti esperando uma superprodução hollywoodiana, pois sabemos que este não é o caso, mas acredito que o filme tenha feito um excelente papel dentro da sua proposta.
Imagino que nem todas as passagens sejam verídicas, tendo alguns trechos tendo sido incluídos para atrair mais o telespectador aumentando o suspense e o drama, como é comum observarmos no Cinema, mas de modo geral, acredito que ele tenha contado bem a história do Roberto Bubbas, do seu relacionamento com o trabalho (e consequentemente as críticas que sucederam disso) e com as Orcas, e da problemática com o garoto autista.  Junto à trama, conseguiram dar diversas informações sobre os animais, seu comportamento de caça, que é tão único e característico do local, sobre como são realizados os trabalhos de pesquisas e acompanhamento, além de informações gerais de maneira clara. Pontos sobre a personalidade das Orcas que os leigos se equivocam tanto também são citados, como por exemplo, o fato de elas jamais terem atacado pessoas na natureza. As grandes ou as maiores predadoras dos oceanos? Possivelmente, mas extremamente inteligentes e sociais. E essa é uma das grandes mensagens do filme.
Li algumas pessoas questionando sobre o final em vários sites e milhares de pessoas buscaram o blog atrás dessas informações nesses últimos dias. Mas fiquei assustada com o fato de muitos questionarem sobre se a Orca teria matado o garoto no final. Várias razões me levam a crer que este definitivamente não foi o fechamento do enredo, dentre elas, o fato de o filme ser uma história verídica e sabemos bem que jamais houve qualquer registro sobre ataques de Orcas a humanos na natureza, e mais ainda, o fato de esse suposto final ir completamente contra a todos os ensinamentos sobre a espécie faladas e provadas no filme. Orcas são dóceis, curiosas com os humanos e lá na região estabeleceram um contato bem próximo ao Roberto Bubas, portanto, definitivamente, não! O menino não morre no final! Acho apenas que foi um final simbólico para mostrar que o contato com elas deu resultado no tratamento do autismo e que ele finalmente conseguiu estabelecer um laço real com algo (tanto que é o único momento do filme que ele se expressa verbalmente), fazendo valer todo amor e esforço da mãe e do famoso guarda-fauna. E o Roberto confia tanto nos animais que tranquiliza a mãe de que o menino se sairá bem, só deviam lhe prover um pouco de espaço para se expressar.
Sei que a crítica não o dará muito crédito, mas sei que os amantes de Orcas vão adorar o filme. Pelo menos pra mim, ele provocou emoções do início ao fim, trazendo lágrimas inúmeras vezes, não só pelo enredo, mas por me aproximar de como é realmente a vida naquela região. Por sorte, regiões da Península Valdes em que as Orcas se alimentam são protegidas por lei, não podendo ser visitadas por turistas. Há apenas um mirante em uma das praias que fica aberto para as pessoas tentarem observá-las, mas elas passam poucos dias por ano lá e é necessário realmente muita sorte para avistá-las no local. Portanto, o filme mata um pouco a nossa curiosidade e nos aproxima emocionalmente da realidade deste local tão inóspito e icônico. É como se pudéssemos estar presentes e presenciarmos algo tão surreal quanto o comportamento de caça das Orcas da Patagônia.
Por isso, quem ama Orcas e sonha vê-las por lá, tenho certeza que vai se deslumbrar com o filme, e mesmo quem não as conheça tão bem ou jamais tenha sonhado em vê-las pessoalmente, o filme só trará conhecimento e talvez desperte mais interesse e carinho por elas. 

"O Farol das Orcas"
"El Faro de Las Orcas"
"Lighthouse of the Whales"

Vale assistir e curtir sua beleza!




P.S.: Sei que muitos estão com dúvidas também sobre a biografia do Roberto Bubas, mas infelizmente não tenho nada concreto para dividir com vocês. Apenas de que sim, parece que ele teve um filho e ele faleceu (seu nome é exibido ao final), mas não tenho mais detalhes, nem se a história que conta no filme sobre o avião é verdadeira. Tentei contato com ele, mas não obtive resposta por enquanto, Imagino que milhares de pessoas estão tentando acessá-lo no momento, portanto, é compreensível que não me responda tão cedo.
Caso alguém encontre mais detalhes, compartilhe conosco.



terça-feira, 18 de abril de 2017

Orcas também entram na menopausa

Confesso que há anos já havia lido informações sobre a menopausa das Orcas (com as hipóteses descritas na reportagem abaixo) e quando isso virou notícia aqui no Brasil e no mundo no início do ano, acabei não dando muita importância. No entanto, acho mais que válido compartilhar com vocês aqui, para registrar no blog e enriquecer ainda mais o conhecimento de todos, pois é um fato muito interessante e nos faz respeitá-las e compreendê-las ainda mais, fazendo com que nosso amor e admiração por elas só aumente...
Orcas são realmente muito especiais, não?!

* * * * *

Cientistas britânicos conseguiram responder uma questão intrigante do mundo animal: por que a Orca é uma das únicas espécies em que a fêmea entra na menopausa, assim como ocorre entre as humanas?
Segundo um estudo, que levou em conta um conjunto de dados sobre Orcas vivendo no Noroeste do Pacífico coletados durante 43 anos, as orcas param de se reproduzir e entram na menopausa para evitarem a competição com suas filhas.

Imagem: Ken Balcomb, Center for Whale Research

As Orcas, também conhecidas como "baleias assassinas", começam a se reproduzir aos 15 anos e param quando chegam aos 30 ou 40. Depois disso, continuam a ter uma vida ativa e de liderança até os 90 anos.
Estudos anteriores já tinham identificado o importante papel das Orcas após a menopausa: elas são responsáveis por guiar os membros mais novos da comunidade para os locais mais favoráveis do oceano para se encontrar alimento.
Porém, apenas o fato de elas se tornarem líderes depois de certa idade não justificaria, em termos evolutivos, a interrupção da fase reprodutiva. Segundo os pesquisadores, fêmeas de outras espécies também agem como líderes em idades mais avançadas e nem por isso param de se reproduzir.
A análise dos dados coletados no Pacífico finalmente revelou uma resposta possível a esse mistério. Os cientistas constataram que quando orcas mais velhas se reproduzem ao mesmo tempo que suas filhas, a taxa de mortalidade dos filhotes das primeiras é 1,7 vezes maior do que a dos filhotes das mais jovens.



Fonte: G1 de 12 de janeiro de 2017.



segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Farol das Orcas

Para alegrar os amantes de Orcas, o Netflix está lançando o filme "O Farol das Orcas", uma produção conjunta entre Espanha e Argentina. O filme, baseado no livro "El faro de las Orcas", de Gerardo Olivares, conta a história verídica de uma mãe espanhola que vai em busca do guarda-parque Roberto Bubas, na Península Valdes, Patagônia Argentina, com a esperança de tratar o filho autista proporcionando a ele uma experiência sem igual próximo aos animais. Roberto, que trabalha na região há 25 anos e já sofreu graves críticas devido ao seu contato excessivamente próximo à Orcas, mesmo relutante, aceita e a história segue com as emoções e dramas decorrentes desta nova relação entre ambos e as Orcas. Assista ao trailer legendado em Português, abaixo:



Ainda não tive a oportunidade de assistir ao filme, mas tenho lido críticas positivas por ser visualmente belo e emocionante. A crítica negativa fica por conta do final parecer confuso. E vocês leitores? Se interessaram? Comentem aqui quando assistirem!




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Orcas são mortas na frente de turistas no Caribe

Está aí uma notícia que jamais pensei que tivesse que
divulgar por aqui, mas infelizmente não tenho como ignorar...

* * * * *

Um grupo de turistas assistiu indignado duas Orcas serem mortas em meio a um passeio de observação de baleias e golfinhos na semana passada. Confesso que quando li isso achei que pudesse ser boato de Internet e acabei não compartilhando no Twitter, no entanto, o absurdo infelizmente se confirmou.
Tudo ocorreu na ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe, no dia 3 de abril. Um grupo de cerca de 40 turistas, que havia chegado à ilha num cruzeiro Thomson Cruises, saiu num passeio de barco de uma operadora local para observar baleias e golfinhos. No meio do passeio quando estavam observando um pod de quatro Orcas viram uma lancha, com supostos pescadores, atirarem arpões em duas delas. Um dos turistas tentando impedir a ação chegou a gritar informando que se tratava de Orcas (já que lá a caça de baleias piloto é permitida e sua carne, chamada de “peixe preto”, é largamente consumida no país), mas um deles gesticulou de volta gritando “vai pro inferno!”, prosseguindo com a ação. Os turistas ficaram chocados com o que presenciaram e muitos chegaram aos prantos no porto de Kingstown, capital da ilha, ao final do passeio.



A Thomson Cruises cancelou todos os seus passeios de observação de baleias no local e ativistas pediram ações do governo para proibir a caça de Orcas, que já se pronunciou alegando estar tramitando uma lei com esta finalidade.





sexta-feira, 31 de março de 2017

Aniversário de 6 anos do blog

Neste mês comemoramos mais um ano do blog!
E é com muito orgulho e satisfação que olho para trás e vejo tantas conquistas. Só de março do ano passado (que foi quando retomei o trabalho depois de uma pausa por conta do nascimento do meu segundo filho) para cá foram 73 publicações, alcançando mais de 150 mil visualizações ao todo, advindas de diversas partes do mundo, especialmente dos Estados Unidos, Alemanha, Rússia, Portugal e França. Neste ano iniciei também uma página no Instagram que já conquistou mais de 300 seguidores, sem contar os do Twitter e os do próprio blog.
Gostaria de agradecer o apoio que recebo com tantas mensagens de carinho que só me dão mais vontade de continuar. E assim como já escrevi anteriormente, sou muito feliz por minha meta ter sido alcançada:
Desenvolver uma fonte rica de informações especializadas em Orcas em Português, no Brasil, o que jamais havia sido feito, assim como trazer ao público brasileiro um assunto mais que relevante que até então não tinha sido abordado por aqui: a triste realidade por trás do mundo dos cativeiros. Pois apesar de não mantermos cetáceos em tanques, nem promovermos programas para nadar com os golfinhos, os brasileiros são um dos povos que mais viajam pelo mundo em busca desse tipo de entretenimento. As pessoas seguem em busca de um sonho supostamente por amor aos animais, mas esquecem de se preocupar com a origem e as condições de vidas que possuem. E esta é a grande utilidade deste site: a conscientização!
Somente desta forma poderemos defender e proteger esses animais que tanto amamos.
Quero agradecer aos leitores que visitam e divulgam o blog, o Twitter e o Insta, e dizer que espero que continuem me acompanhando por mais este ano, me apoiando na elaboração das páginas, refletindo sobre as postagens, trocando ideias e participando para que ele melhore cada vez mais. E que venham os próximos!





quarta-feira, 22 de março de 2017

SeaWorldSan Diego inicia novo programa com Orcas

Como previsto, apesar de ter encerrado o “tradicional” show de Orcas, a unidade de San Diego já iniciou um outro programa para atrair visitantes: o “Day Orca Play”. Nele, os visitantes convidados assistem aos treinadores interagirem com as Orcas e podem fazer perguntas e conversar com educadores do parque.
A ideia é que o programa dure apenas nove semanas até o início do que chamam de “Orca Encounter” (Encontro com a Orca) que seria uma nova performance que deverá exibir como as Orcas se alimentam e se comunicam.
O poder legislativo californiano que já havia proibido shows com Orcas no estado, além de ativistas de defesa dos animais, claro, já estão se opondo ao novo programa.
O Deputado Adam Schiff de Los Angeles reintroduziu o chamado Orca Act, que garante que esta ser a última geração de Orcas em cativeiro. E o SeaWorld já reagiu alegando que o Orca Act não tem propósito e serve apenas para tirar a atenção do trabalho que o parque realmente realiza que seria proteger as baleias e os oceanos.


Como opinião pessoal digo apenas que estava demorando para iniciarem algo assim, o parque precisa desesperadamente lutar por seus fiéis seguidores e tocá-los da forma mais profunda, que é fazer o público se encantar novamente com esses animais e com a ideia absolutamente fantástica que é ter uma Orca praticamente como um animal de estimação. Motivo pelo qual Free Willy fez tanto sucesso na década de 90 e faz até hoje, afinal, quem não amaria ter uma Orca como melhor amiga? Quem não sonharia com o trabalho de um treinador podendo estar na água com uma delas todos os dias? Sim, a ideia é maravilhosa, mas só enxerga um lado da moeda... Do humano egoísta que se apossa do animal. Não há amor verdadeiro envolvido... Mas enquanto cada criança que participar deste programa conseguir chegar a esta conclusão, o parque continuará ganhando seus milhões todos os dias.
Já pararam para pensar no verdadeiro significado do antigo show do SeaWorld "Believe"? "Believe", que significa, "Acredite", contava a história de uma criança apaixonada por Orcas que um dia se torna treinador. No meio do show, para encantar ainda mais os pequenos, um amuleto com uma Orca de madeira, era entregue por um treinador, à uma criança da plateia, como se fosse um ritual de passagem: Hoje eu sou o treinador, amanhã poderá ser você. Sem dúvida com uma trilha sonora maravilhosa e emocionante por trás e Orcas saltando de um lado para o outro... Crianças de todo mundo saíam enlouquecidas, pedindo aos pais para comprarem o amuleto (que já estava disponível aos montes com vendedores por toda a parte do estádio) sonhando em um dia serem treinadores. Sim, o que eles realmente queriam, nada mais era do que criar uma geração toda sonhando em ser treinador e automaticamente endossando a manutenção de Orcas em cativeiro... Afinal elas são tão felizes e saltitantes durante os shows, não? não deve haver mal nisso. E assim poderiam continuar com o trabalho e com a realidade dos cativeiros, inimaginável ainda elos pequenos sonhadores.




segunda-feira, 20 de março de 2017

Comunicado pede urgência para salvar Orcas no Canadá

O novo plano de ação do governo canadense para salvar as Orcas não inclui “as ações fortes e imediatas que ajudariam esta espécie a ficar mais próxima da sobrevivência”, diz um comunicado de imprensa do World Wildlife Fund Canada.
O comunicado inclui que a população de Orcas Residentes do Sul da Colúmbia Britânica agora possui apenas 78 membros e exige medidas urgentes para enfrentar as diversas ameaças, que possuem três principais frentes: alimentação, perturbações e contaminantes, além de ameaças relacionadas ao desenvolvimento industrial.
“A beira do desaparecimento”...


O plano do governo pede pesquisas onde a WWF canadense diz que é necessária ação agora. “As Orcas estão à beira do desaparecimento das águas do sul da Colúmbia Britânica”, disse o Presidente do grupo, David Miller, “o tempo está se esgotando”.
Esperamos poder contar com a seriedade e ética do governo canadense para atuar com mais agilidade e vontade no que tange essas criaturas magníficas que tanto amamos e admiramos, afinal elas também são símbolo de sua nação.


domingo, 19 de março de 2017

Maioria das baleias mortas na Noruega é de fêmeas grávidas

Um documentário exibido pela cadeia de televisão pública norueguesa NKR revela que quase todas as baleias minke capturadas são fêmeas prenhas. Representante da Greenpeace Noruega, Truls Gulowsen, defende que "a caça às baleias é agora ainda mais inaceitável".

O documentário Slaget om kvalen (Batalha de Agonia) divulga imagens terríveis da indústria baleeira da Noruega, incluindo uma sangrenta cena durante a qual um pescador corta uma baleia e remove o seu feto, em avançado estado de gestação.
A transmissão do documentário alimentou uma larga onda de indignação, face à objeção da Noruega no que respeita ao cumprimento do tratado internacional de 1986, que impôs uma moratória para a captura de baleias.
A Noruega e a Islândia são os únicos países que permitem a caça comercial de baleias. O Japão também autoriza a caça às baleias, ainda que, oficialmente, “por motivos científicos”.
Truls Gulowsen, diretor da Greenpeace na Noruega, defende que “a caça de baleias é agora mais inaceitável que nunca”.
"Por um lado, porque é uma violação de um tratado internacional e, por outro, porque é indefensável que se capturem baleias num estágio tão avançado da gestação”, assinala, alertando que “estas práticas não só afetam as baleias atuais, como também as futuras gerações”.
De acordo com um relatório conjunto do Animal Welfare Institute, OceanCare e Pro Wildlife, datado de 2016, em 2014 e 2015, a Noruega matou mais baleias do que o Japão e a Islândia juntos.
A Noruega é a maior nação baleeira do mundo. O governo norueguês aprovou, para 2017, uma quota para a captura de 999 baleias minke, face à quota de 880 baleias definida para 2016.
As baleias são caçadas pela sua carne, que constitui uma atração turística, e pela sua utilização na produção de alimentos para animais de estimação.
"A caça depende de subsídios do Estado e o novo governo está constantemente a procurar novos mercados para explorar, com jovens e turistas a surgirem como principais mercados", refere a Whale and Dolphin Conservation no seu site. "A Noruega tem procurado agressivamente manter o seu direito de caçar baleias, apesar de ser desnecessário, antieconômico e inquestionavelmente cruel", frisa a organização.