quinta-feira, 28 de julho de 2016

Baleia "misteriosa" encontrada no Alasca é na verdade uma nova espécie

O corpo de uma baleia morta apareceu na costa da ilha St. George, uma das Ilhas de Pribilof, no mar de Bering, Alasca (EUA) em 2014. Ela não se parecia com nenhuma espécie conhecida até então, apesar dos seus mais de sete metros de comprimento. Por dois anos, a "identidade" daquela baleia permaneceu um mistério até que uma equipe internacional de cientistas finalmente conseguiu resolver o quebra-cabeças. Trata-se de uma nova espécie de baleia, ainda sem nome.
Baleeiros japoneses já haviam avistado aquela "baleia enigmática". Elas a chamavam de "karasu", palavra japonesa que quer dizer corvo, fazendo menção à cor preta do mamífero aquático. A nova espécie é mais escura e tem dois terços do tamanho de uma baleia-bicuda-de-Baird comum. Mas até para os baleeiros, eram raras as aparições dessa baleia escura.
Análises de DNA de 178 amostras de material genético de baleias da costa do Pacífico identificaram oito exemplares da nova espécie, segundo estudo publicado nesta terça-feira (26) na revista cientifica Marine Mammal Science. Entre os exemplares estava outra baleia "estranha" encontrada nas Ilhas Aleutas, no Alasca, em 2004, dez anos antes da baleia aparecer morta na ilha de St. George. Mesmo sem saber qual era a espécie da baleia achada nas ilhas Aleutas, o esqueleto dela foi exposto na Unalaska High School.
As cicatrizes encontradas em algumas das amostras, que parecem ser de mordidas de tubarões tropicais, sugerem que essa espécie costuma transitar entre o norte do Japão até a Baja Califórnia (EUA), ou seja, assim como outras espécies de baleias-bicudas, elas costumam migrar para águas tropicais.

Foto: Unalaska City School District

Antes, estudos feitos por pesquisadores japoneses já sugeriam que a baleia escura, que já foi considerada a uma forma "anã" da baleia-bicuda-de-Baird, poderia representar uma nova espécie. Os estudos da equipe de Morin confirmaram essa hipótese.
As baleias-bicudas estão entre as baleias menos conhecidas dos oceanos, com várias espécies identificadas apenas há algumas décadas. Elas têm bicos como golfinhos, conseguem mergulhar em águas profundas, nos cânions submarinos, para se alimentar de peixes e lulas que vivem nessa região.


Fonte: UOL de 26 de julho de 2016.





sexta-feira, 22 de julho de 2016

Costa brasileira tem recorde de baleias encalhadas e mortas

Um dia antes de eu ler esta nota no Jornal on-line da Unesp,
cheguei a escrever uma mensagem no twitter dizendo estar assustada
com a quantidade de baleias que tem aparecido morta no litoral brasileiro...
É pelo menos 1 caso a cada semana. Realmente impressionante e triste!
Portanto, não foi surpresa quando li a nota abaixo...
É preciso que avaliem todos estes casos e verifiquem se há
alguma co-relação entre eles... Afinal, isso pode ser preocupante!

 * * * * *



O número de mortes de baleias jubarte encalhadas na costa brasileira é recorde neste ano, com 23 animais encontrados sem vida só no primeiro semestre. A marca supera –e muito– a média anual de casos desde 2002, quando começou o monitoramento do Instituto Baleia Jubarte.

A situação tem intrigado estudiosos da espécie.
As explicações, por sua vez, não são unanimidade. As hipóteses passam pelas mudanças climáticas, pelo fenômeno El Niño, pela ação humana com as redes de pesca e até pelo fato de a população da espécie ter aumentado nos últimos anos.
No país, o maior índice de mortes de jubartes, com seis casos, havia ocorrido em 2011. Quase quatro vezes menos que no primeiro semestre.



Fonte: Maxpress de 18 de julho de 2016.




terça-feira, 19 de julho de 2016

Orcas suicidas: As Histórias de Hugo e Nami



“Há tanta vantagem no estudo de golfinhos em cativeiro quanto haveria em estudar humanos confinados em solitárias.”
– Jacques Cousteau


Este vídeo é sobre duas Orcas de cativeiro que morreram devido a ferimentos provocados por si mesmas.

Hugo - Captura: 1968

“Hugo, a baleia assassina” (pôster)

O Hugo tinha entre 4 e 6 anos quando foi capturado.

Ele foi levado ao Miami Seaquarium 85 dias depois de sua captura.

Ele foi mantido num tanque de apenas 3,5 metros e pouca coisa a mais que seu comprimento.

Ele viveu ali por dois anos, apresentando-se diariamente.

Sua cauda encostava no fundo do tanque enquanto era alimentado pelos tratadores.

Em 1970, uma Orca fêmea chamada Tokitae, foi capturada. Um pequeno estádio circular foi construído para ela no Miami Seaquarium. Mais tarde, ela seria chamada de Lolita.

Após uma pequena melhoria e a colocação de comportadas, o Hugo foi colocado com a Lolita. Eles faziam de 5 a 6 shows por dia.

O Hugo era agressivo com os treinadores.

Ele desenvolveu o hábito de bater a cabeça nas paredes e no vidro.

Certa vez, quebrou um vidro e cortou a face (o “nariz”), e o veterinário teve que suturá-lo.

Em 4 de março de 1980, o Hugo morreu de aneurisma cerebral.

Qualquer menção a ele foi retirada do parque, além de seu corpo ter sido jogado num aterro.


Quatro anos depois, em 1985, uma orca fêmea foi capturada para o Museu da Baleia de Taiji, no Japão.

Ela seria chamada de Nami.

A Nami tinha cerca de 3 anos quando foi capturada na costa de Taiji, no Japão.

Ela permaneceu no Museu por 24 anos num cercado no oceano.

Assim como era o Hugo, a Nami era agressiva com os treinadores, que não entravam na água com ela.

Em 19 de junho de 2010, a Nami foi levada ao Porto do Aquário Público de Nagoya.

Sua transferência por uma barcaça, que durou 23 horas, de Taiji a Nagoya, juntamente a alteração em seu meio ambiente, provavelmente deu início a uma série de eventos que se iniciou com o stress extremo.

Em dezembro, ela começou a ficar doente.

A Nami foi então transferida para um tanque médico no dia 11 de janeiro.

Apesar dos cuidados médicos que recebia 24 horas por dia, nos 7 dias da semana, a Nami morreu às 19:24 do dia 14 de janeiro de 2011.

Sua necropsia revelou que ela havia engolido mais de 80kg de pedras em seu antigo cercado.

Divulgaram que ela havia morrido devido à pneumonia bacteriana fúngica, úlceras estomacais, fibrose miocárdica, insuficiência cardíaca e colite crônica, após ter passado anos engolindo as pedras.

Ela foi enterrada, mas seu esqueleto foi retirado posteriormente para ser exposto no Museu da Baleia de Taiji.




Atualmente, a parceira de Hugo, Lolita, permanece solitária no mesmo tanque de dimensões ilegais que dividiam. Ela tem quase 50 anos de idade.

O Porto de Nagoya possui hoje três Orcas emprestadas do Kamogawa Sea World. Se a Nami tivesse vivido mais, estaria dividindo seu espaço com elas. E isso teria sido um terrível erro, dado que a Nami era uma Orca Transeunte e as que estão lá são da Islândia, ou seja, alimentam-se de peixes.

O Museu da Baleia de Taiji não possui Orcas atualmente.

Os casos do Hugo e da Nami foram extremos, porém, a automutilação é muito comum dentre as Orcas de cativeiro.

Morder concreto e comportas é um mecanismo de enfrentamento para lidar com a tensão social e o tédio. Os dentes quebram e por isso são perfurados pelos tratadores para que sejam limpos com jatos de água diariamente numa tentativa de evitar infecções.

Uma das principais causas de mortes em Orcas cativas, se não a maior, são infecções.

Por favor, não apoie novas capturas ou a reprodução de Orcas em cativeiro.




sexta-feira, 15 de julho de 2016

Família salva filhote de baleia orfã encalhada no Canadá

Uma família que estava de férias no Canadá encontrou uma baleia beluga filhote encalhada na praia de St Lawrence.
O grupo chamou especialistas ao local e para manter a baleia viva até a chegada da equipe, eles começaram a jogar água nela e a protegê-la do sol. Eles cavaram um buraco para acumular água e mantê-la hidratada.
Mais tarde, o Grupo de Pesquisa e Educação de Mamíferos Marinhos descobriu que a baleia era fêmea e rescém nascida e ainda estava com o cordão umbilical.
Prontamente, a equipe tentou reintroduzir o filhote a um grupo próximo de belugas próximo na esperança de que ela encontrasse uma fêmea em lactação. Isso porque as baleias beluga precisam de amamentação por dois anos.
Infelizmente, uma reportagem da CBC contou que nenhuma das fêmeas quis assumir o filhote , e o recém-nascido foi visto tentando encontrar outro grupo no final de tarde.
O destino do filhote é desconhecido, e os investigadores coletaram uma amostra da pele caso ela seja encontrada novamente.
Os especialistas acreditam que a poluição química, ruídos e o estresse causado pelo aumento do tráfego marítimo na região tenham sido as causas para o desaparecimento da mãe.



Fonte: Notícias ao Minuto de 11 de julho de 2016.





terça-feira, 12 de julho de 2016

Como está Tilikum (de acordo com o SW)?

Há semanas o acesso ao blog tem sido especialmente em busca de notícias atualizadas sobre a saúde da orca Tilikum, além de eu ter recebido mensagens de leitores perguntando por ele. Confesso não ter postado nada ainda a respeito, pois obtive diversas informações desencontradas, além de que dependemos especificamente de dados divulgados pelo parque da Flórida e eles costumam ser um pouco manipuladores, claro! No entanto, não me resta muita coisa que não seja publicar as informações que eles mesmos disponibilizam.
De acordo com a Diretora de Treinamento Animal do SeaWorld, Kelly Flaherty Clark, Tilikum tem demonstrado melhora contínua. Sua disposição e apetite têm aumentado, ele tem ganhado peso (apesar de até então não terem mencionado que havia perdido peso) e agora também tem interagido com outras duas Orcas, Katina, e um de seus filhotes, Makaio.
Estranho ele não estar em contato com Trua (seu neto), com quem dividia o tanque de vez em quando, apesar de normalmente permanecer sozinho. Já divulgaram imagens dele nadando no tanque que tem janela de vidro, ou seja, ele já está sendo exibido ao público novamente.
O parque, no entanto, mantém sua posição de que sua saúde requer atenção.



P.S.: As imagens foram obtidas em vídeo divulgado pelo próprio parque.





segunda-feira, 11 de julho de 2016

E Granny chega aos seu 105 ANOS

E a famosa Orca J2, mais conhecida como “Granny”, acaba de completar nada menos que 105 ANOS!!! Ela é a Orca mais velha que se tem conhecimento no mundo e é reconhecida facilmente por sua distinta marca na barbatana dorsal. Não há amantes de Orcas e da natureza que não se encantem ao encontrá-la pelas águas do Pacífico.

Foto: Gary Sutton

Apesar de não ter mais filhotes vivos, Granny é sem dúvida a respeitada matriarca do Pod J da população de Orcas chamadas Residentes do Sul, que habitam o noroeste do Oceano Pacífico a cada verão do Hemisfério Norte. Ela é vista frequentemente liderando seu grupo e sem dúvida é uma grande alegria vê-la saltando no ar pouco se importando com a idade. É impressionante a disposição que demonstra mesmo com o passar dos anos e sua idade com certeza contraria afirmações de pessoas pró-cativeiro de que Orcas na natureza não vivem muito mais que as de cativeiro.



P.S.: Quer saber mais sobre Granny? Faça uma busca sobre ela aqui no blog (no campo de busca ao lado)... Há mais postagens que contam mais sobre esta querida "Vózinha"! Inclusive sobre meu encontro com ela!!!