terça-feira, 28 de agosto de 2012

Conheça Kshamenk (orca da Argentina) e assine a petição

Estimulada por um colaborador do blog, resolvi compartilhar com vocês a história da Orca macho que vive sozinho num tanque de dimensões inacreditavelmente pequenas na nossa vizinha Argentina, desde 1992. O nome dele é Kshamenk e uma petição que pede sua reabilitação e libertação está na internet para que possamos colaborar.
Portanto, segue texto da própria petição traduzido para o português para que você possa conhecer a história, assinar a petição e divulgar a situação de Kshamenk para seus amigos no Brasil e no exterior (já que no original ela está em inglês e em espanhol).
Até o momento em que escrevo esta postagem, estão faltando 88 assinaturas... Vamos ver quantas assinaturas eu, com a ajuda de vocês, iremos conseguir!

Observação: A responsabilidade sobre as informações contidas na petição é da autora.



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Petição do Change.org:
"Presidente, Director: Rehabilitate and Release Kshamenk back to the Wild."



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Presidente, Diretor: Reabilite e devolva Kshamenk à natureza.
por Barbara Napoles
Miami, Flórida, EUA


Kshamenk é uma orca macho de aproximadamente 25 anos de idade, que foi capturada com mais três outras orcas para a coleção de animais em cativeiro do SeaWorld em 1992, quando tinha cerca de 5 anos. Apesar de o “Mundo Marino” alegar que o “salvou” de um encalhe, a realidade foi bem diferente - Kshamenk e as outras três orcas de seu pod foram obtidas por encalhe forçado: Quatro baleias foram empurradas por barcos do Mundo Marino com uma longa rede até a praia, onde foram mantidas até que a maré baixasse e fizesse com que ficassem encalhadas. Elas ficaram encalhadas na areia e permaneceram lá por muitas horas.

Uma delas foi devolvida ao mar por seus captores, já que era muito grande e pesada para ser deslocada. Uma segunda morreu durante o transporte, e a terceira se suicidou batendo contra as paredes do tanque assim que foi colocada nele. A única que sobreviveu foi Kshamenk. Ela tinha entre 4 e 6 anos de idade quando foi retirada de seu habitat.

Depois de ser transferida para o Mundo Marino com a desculpa de ser “reabilitada”, ele foi mantido num tanque compartilhado com uma orca fêmea chamada “Bethlehem”, onde estrelaram o show das orcas por oito anos.
Kshamenk atingiu a maturidade sexual em 1997 e engravidou Belen em 1998. Depois de 16 meses de gravidez, Belen deu à luz um filhote morto em 1999 e morreu pouco tempo depois, em fevereiro de 2000, devido a uma severa infecção renal. Desde a morte de Bethlehem (Belen), o Wilderness Foundation (WEF) passou a pedir a libertação de Kshamenk para evitar que ele tenha o mesmo destino triste de suas companheiras e muitas outras vítimas da indústria dos cativeiros.

A clausura está deteriorando esta orca vítima de cativeiro... Kshamenk não coopera com os treinadores e está sexualmente frustrada, além de furiosa e deprimida. Nós acreditamos que Kshamenk é um forte candidato para ser reintroduzido a seu habitat por diversos motivos. De acordo com informações que obtivemos, Kshamenk tinha entre cinco e seis anos quando foi capturado, o que significa que teve alguns anos de ganhos da experiência necessária para sobreviver, alimentar-se sozinho, deslocar-se, comunicar-se e utilizar-se do biosonar.

Kshamenk é hostil com os treinadores. Na verdade, ele não quer se relacionar com pessoas. O fato de não ter desenvolvido laços com humanos durante este período, reforça sua reintegração à natureza.

Ao contrário de outras orcas de cativeiro que conhecemos, Kshamenk não é uma residente. Ele é uma orca transeunte, e pelo que sabemos, uma das poucas transeuntes em cativeiro no mundo. Isso significa que Kshamenk poderia se unir a outro pod, e possui grande habilidade de se relacionar com várias das orcas transeuntes que frequentam o local escolhido para reabilitação e soltura.

Kshamenk nada em círculos por mais de 500 vezes por hora em seu tanque, que é bem menor do que o tamanho necessário para uma baleia deste tamanho.


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O vídeo abaixo mostra um dia na vida de Kshamenk:




ACESSE O LINK E ASSINE A PETIÇÃO!!!:






segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Shouka é finalmente transferida

Na semana passada, a Orca Shouka, que vivia no parque Six Flags Discovery Kingdom em Vallejo, no estado da Califórnia, nos EUA, foi transferida para o SeaWorld, de San Diego.
Shouka é uma fêmea de 19 anos, nascida no Marineland, em Antibes, na França, que desde 2002, estava no Six Flags, como um empréstimo para reprodução.
Mas não é de agora que Shouka vira notícia (infelizmente...). Diversas petições e pedidos dos ativistas exigiam melhor tratamento à Shouka, que nem companhia de sua espécie tinha no parque. Ela dividia o tanque com um golfinho e há poucas semanas foi divulgado um vídeo gravado por um espectador com o celular, em que ela tenta atacar o treinador que estava na beirada do tanque. Shouka também já foi tema de denúncia de ativistas, pois seus dentes (os poucos que lhe resta) estão extremamente comprometidos por ela morder constantemente as comportas e grades de aço que separam os tanques e por "tratamentos dentários" muito agressivos (esse comportamento expressa muito bem o stress que sofrem em cativeiro).
Bom, mas sobre a transferências da semana passada:
Desde o dia anterior, alguns já tinham a informações sobre a transferência e fizeram plantão durante a madrugada em frente ao parque. Depois de ser retirada de caminhão por volta da 1h da manhã do dia 20 de agosto, Shouka foi de avião até San Diego e poucas horas depois estava na água ao lado de algumas das já muito queridas, Corky e Orkid.

Vídeo que mostra a saída de Shouka do Six Flags:



Vídeo que mostra a transferência:



E, por fim, imagens de Shouka interagindo com outras Orcas em San Diego, Corky, Orkid e Keet:


Agora o SeaWorld de San Diego possui 9 Orcas confinadas para continuar entretendo o público e ganhando seus milhões!


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

As Orcas do Playcenter: Samoa e Nandu


Muitos devem se lembrar da época em que o famoso parque de diversões da capital paulista, o Playcenter, apresentava shows com Orcas... Mas já se perguntaram como foi a permanência delas no parque? De onde vieram e onde estariam hoje?
Eram, na verdade, duas Orca: a fêmea Samoa  e o macho Nandu. Ambas foram capturadas nas águas da Islândia em 1983, junto com Tilikum, já bem conhecido do grande público (tudo indica que eram membros do mesmo pod).
Chegaram ao Brasil em 1984, depois de meses extenuantes de negociações devido ao interesse de outro parque nos animais. Elas passaram os primeiros meses escondidas do público até serem treinadas e adaptadas ao cativeiro.
O “Orca Show” estreou no final desse mesmo ano.
No início foi um grande sucesso... O show incluía outros quatro golfinhos, que dividiam os mesmos tanques (compartilhamento nada natural quando em liberdade, mas... infelizmente esta é uma prática comum em cativeiros, ou seja, colocar no mesmo local animais de espécies diferentes).
Numa reportagem da revista Superinteressante, de 1988, os treinadores Paulo César Cirilo e Oscar Cardoso, que na época trabalhavam com as Orcas, relataram que o processo de treinamento não era nada fácil. Contaram que elas precisavam de 80 quilos de peixe por dia e de muito afeto. Disseram ainda, que elas eram tão inteligentes quanto os golfinhos e que provavelmente superavam a inteligência dos primatas.
Apesar do constante pedido por parte dos funcionários do parque, o público (tipicamente brasileiro, portanto muito culto e bem educado...) jogava alimentos e objetos no tanque... Muitos deles foram engolidos por Nandu.
Quatro anos e meio depois da chegada das Orcas, Nandu foi encontrado morto... Samoa estava ao seu lado.

Em 1989, Samoa foi comprada pelo parque marinho americano SeaWorld... Passou pelo parque de Ohio e depois foi para o do Texas.
Em San Antonio, no Texas, três anos depois de sua chegada, engravidou, mas nem chegou a dar à luz um filhote vivo. Passou por horas de sofrimento intenso e morreu em seguida.
Na época, o parque divulgou que ela havia morrido por complicações no parto, conforme notícia que pode ser lida neste link: http://articles.orlandosentinel.com/1992-03-15/news/9203150434_1_killer-whale-world-killer-whale-died. Mas, de acordo com o Marine Mammal Inventory Report, tornado público em maio de 2011, Samoa, que tinha 14 anos, morreu devido à uma infecção gravíssima causada por fungos.
O problema foi iniciado no útero, abrangendo placenta e o próprio feto, e alcançou o cérebro provocando uma meningoencefalite (na necropsia existem detalhes extremamente desagradáveis, que não acho relevante comentar).
Ela estava tentando abortar o feto, pelo menos 2 meses antes da data prevista para o nascimento, devido ao estágio avançado da doença e não dando à luz, como divulgado.
Quando seres humanos são afetados pelo mesmo tipo de fungo que afetou Samoa (o que é raro e só ocorre com indivíduos com sistema imunológico extremamente debilitado) e não são tratados de forma adequada e logo no início do problema, acabam tendo o mesmo destino que ela.
Sabe-se que outras duas espécies de golfinhos morreram no mesmo parque por infecção causadas por fungos.
Várias hipóteses foram levantadas pelos estudiosos, mas uma que acho interessante destacar é que qualquer tratamento médico (ou inseminação artificial) desenvolvido com esses animais, ocorrem no mesmo tanque em que vivem (onde urinam, defecam, nadam, onde os treinadores nadam, caminham, etc.) e cenas gravadas (e divulgadas) mostram esses animais sendo manipulados pelos treinadores sem luvas de proteção. Certamente, isso não é seguro, nem saudável para os animais (Importante: Não há relatos desse tipo de doenças em animais que vivem livres!). Além disso, tudo indica que não detectaram o problema com a antecedência necessária para tratá-lo.
Uma pena... Mas infelizmente, não se pode esperar um futuro menos doloroso para criaturas capturadas e confinadas como Samoa e Nandu.

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O Playcenter que conhecemos acabou de fechar as portas com a promessa de um parque totalmente diferente. Para alguns de nós (eu, inclusive), que conheceram Samoa e Nandu, fica a lembrança de sua majestosa presença, mas mais que isso, fica a lição de que não devemos manter animais tão especiais em cativeiro... Pois eles são, na verdade, tão assombrosamente inteligentes e conscientes, que sofreram exatamente o que qualquer ser humano teria sofrido na mesma condição, porém, com um agravante: a artificialidade. Afinal, além de terem sido roubadas de seu habitat e sua família, sofreram com a artificialidade do transporte, da água, do alimento, do convívio humano e do confinamento em si, que, através de suas paredes de concreto, impediram que utilizassem o mais importante de seus sentidos, que é o biosonar. Esta artificialidade jamais poderá ser mensurada por nós: Humanos tolos que destroem vidas em troca de entretenimento e lucro financeiro.

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Aquela era uma época de muita ignorância em diversos aspectos... Aqui no Brasil, acredito que os envolvidos tenham aprendido com a experiência, mas infelizmente não é o que vemos em outros países... Portanto, vamos espalhar o que aprendemos. E já que os brasileiros são um dos povos que mais viajam pelo mundo, vamos nos lembrar desta experiência antes de comprar um ingresso para ver Orcas e golfinhos em cativeiro ou até para participar de programas para nadar com eles. Pois acredite, por experiência própria: o amor que teoricamente sentimos por eles não é desenvolvido quando os encontramos num cativeiro, mas quando somos surpreendidos por sua presença nos oceanos!


P.S. 1: Se quiser saber quem é Tilikum, o "irmão" de Samoa e Nandu, visite a postagem de maio de 2011 "Conheça o famoso Tilikum", disponível no link:  http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2012/08/conheca-o-famoso-tilikum.html.

P.S. 2: Leia nestas postagens o que existe por trás da indústria do entretenimento com baleias e golfinhos e o trauma que provocamos quando os mantemos em cativeiro:
- "Matança de golfinhos no Japão X Cativeiro":
http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2012/06/qual-relacao-entre-o-massacre-de.html
- "Golfinhos ficam traumatizados quando vivem em cativeiro?":
http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2011/08/golfinhos-ficam-traumatizados-quando.html

P.S. 3: Adoraria postar fotos do arquivo "pessoal" do público de Samoa e Nandu aqui no blog, já que vi que a procura de imagens e informações sobre elas é muito grande... Se você tiver fotos desta época do Playcenter ou souber alguém que tenha, entre em contato através do e-mail v.pod.orcas@gmail.com.







quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Conheça o famoso Tilikum!

Esta postagem era de maio de 2011,
mas, por algum motivo, ela desapareceu do blog.
Segue novamente,
Att.
- "V Pod" Orcas




Tilikum não nasceu em cativeiro!
Em novembro de 1983, foi capturado nas águas da Islândia junto com mais duas Orcas quando tinha 2 anos de idade e 3,5 metros de comprimento. Passou um ano numa piscina nadando em círculos ou parado na superfície até ser transferido para o primeiro parque que viveu em Victoria, no Canadá. Dimensões do tanque que vivia em Victoria: 30 por 15 metros e 10 metros de profundidade (uma Orca pode alcançar 10 metros de comprimento), além de ser aberta para o mar, sujeita a todo esgoto e óleo das embarcações barulhentas da região. Dividia esse tanque com duas outras Orcas fêmeas que o hostilizaram por anos. Passava 14 horas por dia com elas preso num tanque de metal de 8 metros de diâmetro e menos de 6 de profundidade (tinham a pela arranhada nas paredes da piscina, feridas que sangravam com frequência).
Apresentações: 8 shows por dia nos 7 dias da semana!
Tilikum tinha úlceras estomacais!
Devido a sua grande inteligência, Orcas devem ser estimuladas constantemente e de diferentes formas para que não queiram brincar com qualquer coisa que caia na água. Tilikum não recebia esse tipo de estímulo.
Uma treinadora (ainda estagiária do parque) caiu na água e foi morta por Tilikum e suas duas companheiras, que a consideraram um brinquedo empolgante.
Tilikum foi vendido para o SeaWorld em 1991... Apesar de já ter matado uma treinadora, ele era um macho fértil (a fecundação não ocorre naturalmente em cativeiro). No novo tanque, sempre foi agredido por outras fêmeas a ponto de ser ferido e retirado de cena diversas vezes para se recuperar. Não foi treinado para ignorar se humanos caíssem na água.
Um civil (que tinha acabado de sair da prisão) apareceu morto em seu tanque, depois de ter se jogado lá no meio da madrugada.
Ele também foi responsável pela morte da treinadora Dawn Brancheau em 2010.
Tilikum passou a vida toda sem ouvir os sons naturais do oceano, somente o ruído mecânico da filtragem da água, além de aplausos, gritos e fogos de artifício durante apresentações em parques.
De acordo com Paul Spong, 71, Diretor do OrcaLab, na Columbia Britânica (Canadá), “...se você aprisiona Orcas em um pequeno tanque de aço, está impondo um nível extremo de privação sensorial. Humanos sujeitos a essas mesmas condições se tornam mentalmente perturbados”.
As conexões sociais e genéticas que unem as Orcas nos oceanos são intensas e elas passam a vida toda com sua família.
O acidente com Dawn ocorreu depois de várias apresentações no mesmo dia (após a apresentação “Dine With Shamu”, que ocorria atrás do tanque principal de shows – quando a maioria dos visitantes já havia deixado o local. A morte da treinadora não ocorreu no meio de um show na frente de centenas de espectadores como erroneamente é repetido diversas vezes na mídia nacional. Pouquíssimos visitantes presenciaram o ocorrido).
Dizem que Tilikum é o grande provedor de sêmen do parque. Algo valioso para manter a reprodução em cativeiro quando possivelmente o mundo se colocaria contra a captura desses animais do mar (não que isso impeça novas capturas, mas com certeza, a pressão e o risco para a imagem são maiores).
Tilikum é o único animal que se apresentava em todos os shows de Orcas diariamente, enquanto as outras revezavam.
Depois da morte de Dawn, Tilikum que já não interagia com humanos na água (nunca foi possível/permitido fazer isso com ele) e raramente com outras Orcas, passou a viver ainda mais isolado.
Por um ano ficou sem se apresentar...
Agora já está de volta.
Tilikum é a grande estrela do show em Orlando é ele que as pessoas querem ver e chamam pelo nome...: "Shamu, Shamu...".
Por fim, e não menos importante: Tilikum representa milhões de dólares para o parque.


P.S.: Sua agressividade e instabilidade agora estão um pouco mais compreensíveis, não?



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mais fotos da pequena J49

O Center for Whale Research divulgou mais fotos da pequena Orca J49 nascida na semana passada! Ela é vista o tempo todo ao lado de sua mãe J37, que também chamada de Hy'Shqa, linda e saudável.
As fotos são de Ken Balcomb, Barbara Bender e Dave Elifrit:


P.S.: Leia a notícia sobre o nascimento no link: http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2012/08/nasceu-um-filhote-no-pod-j.html


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Baterista Tommy Lee contra o SeaWorld

O baterista Tommy Lee sempre foi um grande defensor dos direitos dos animais, usando sua voz através da legendária banda americana Motley Crue para promover práticas justas e seguras com relação aos animais. De campanhas do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) à promoção da adoção de cães abandonados, ele também sempre demonstrou grande preocupação com relação aos animais mantidos nos parques SeaWorld, nos Estados Unidos.
Agora, ele está se colocando contra um determinado show realizado no parque de San Diego, na Califórina...
De acordo com Tommy Lee, o SeaWorld tem usado músicas de sua banda, Motley Crue, num show chamado "Shamu Rocks" sem seu consentimento e aprovação.
Numa carta enviada por ele e pelo PETA ao Presidente do parque de San Diego, John T. Reilly, Tommy Lee alega que não é correto usar som alto com as Orcas:
"Estou escrevendo para pedir que não toquem nenhuma música do Motley Crue em nenhum parque do SeaWorld durante esta lamentável apresentação", diz a carta. "Apesar de gostarmos de torturar os fãs humanos, que voluntariamente vêm aos nossos shows, nós não queremos ajudar a fazer da vida de animais inocentes um inferno."
Tommy Lee e o PETA defendem que todas as Orcas que vivem em cativeiro deveriam ser libertadas.
Em 2010, ele já havia enviado uma carta de reclamação ao SeaWorld da Flórida, depois da morte de Dawn Brancheau, para demonstrar sua indignação ao descobrir detalhes sobre as técnicas utilizadas para promover a inseminação artificial das Orcas. A carta dizia: "Nós soubemos através do próprio Diretor de Segurança (bem como através de vídeos na internet) que a forma utilizada para obterem espermatozoide de Tilikum é fazendo com que alguém entre no tanque e o masturbe com a vagina de uma vaca cheia de água quente (...). Mesmo nos meus piores dias com o Motley Crue, jamais poderia ter imaginado algo tão anormal e doente".
Veja imagens do show neste vídeo, e repare no som alto, nos gritos e até nos fogos de artifício, que de fato, devem ser extremamente perturbadores para os animais naturalmente tão sensíveis ao som:




P.S.: Alguma vez, durante um show num parque como o SeaWorld, você já se perguntou como o som alto pode causar desconforto aos animais?
Pense nisso na próxima vez... mas não se esqueça de usar como termômetro não a sua capacidade humana auditiva, mas a assombrosa sensibilidade ao som (obtida não só pela audição (que nós também temos), mas pelo biosonar (que nós não temos)) que os cetáceos possuem.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Nasceu um filhote no Pod J!

É sempre bom publicar informações sobre o nascimento de uma Orca, ainda mais quando este nascimento ocorre no oceano.
Segunda-feira passada, dia 06, o Center for Whale Research divulgou com alegria esta informação: A Orca identificada como J37 (chamada Hy'Shqa), pertencente ao pod J, teve um filhote! Até completar um ano de idade ele será apenas identificado com J49, mas depois ganhará um "nome".
O filhote é tataraneto de Granny, J2, que tem mais de 100 anos de idade e ainda perambula com o pod para todos os cantos.
O que chamou a atenção dos pesquisadores sobre esse nascimento foi o fato de Hy'Shqa ter apenas 11 anos de idade... Apesar de as fêmeas já possuírem maturidade para procriarem a partir dos 7 anos de idade, isso normalmente só ocorre a depois dos 14 anos de idade (na natureza, claro, porque em cativeiro... aos 14 anos as fêmeas já foram inseminadas e paririam diversas vezes, lamentavelmente).
O pod J das chamadas "Residentes do Sul" é certamente o mais famoso da região... Inclusive por conta do filme "Free Willy" tê-lo divulgado como sendo o pod do qual Willy fazia parte (na ficção). Howard Garret, Diretor e co-fundador do Orca Network, disse que esta é uma das famílias mais estáveis da região. O pai do filhote, segundo ele, deve ser de um dos outros pods próximos e que o "par" deve ter sido aprovado pela família da fêmea, "a teoria mais aceita é de que a mãe ou a avó formaram o casal".

Que a pequena Orca tenha muita saúde e vida próspera e longa!
E lembrem-se: Vamos sempre celebrar a vida das Orcas que vivem livres nos oceanos!!!

P.S. 1: No dia 02 de julho do ano passado, publiquei aqui no blog informações sobre o centenário de Granny e as comemoração que se sucederam a ele: http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2011/07/vamos-comemorar-o-100-aniversario-de.html

P.S. 2: A foto é do Center for Whale Research.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Triste "comemoração": Captura de Lolita (Tokitae)

Hoje comemoramos com grande pesar 42 anos (isso mesmo: QUARENTA E DOIS ANOS!) da captura de Lolita, também conhecida como Tokitae.
Lolita é uma Orca fêmea pertencente ao pod L das chamadas Residentes do Sul (que habitam a costa noroeste norte americana - Pacífico).
Ela foi capturada em Penn Cove, no estado de Washington, nos Estados Unidos, no dia 08 de agosto de 1970, junto com mais sete Orcas. Na época, foi vendida por 6 mil dólares para o  veterinário do Seaquarium de Miami, nos EUA, onde vive (ou melhor, sobrevive solitária) até hoje.
Quando chegou ao Seaquerium, Lolita dividiu seu tanque com Hugo, capturado cerca de dois anos antes. Eles tiveram um excelente relacionamento de muita parceria até a morte de Hugo em março de 1980... Desde então, Lolita vive sem a companhia de um ser de sua espécie num tanque pateticamente minúsculo. Ativistas e Biólogos são unânimes ao defenderem que as condições em que tem sido mantida cativa não são adequadas e possuem um plano bem estruturado para reabilitação e "aposentadoria" de Lolita.
Veja nas fotos abaixo o tamanho de seu tanque (absurdamente pequeno comparado a seu tamanho):

 Até hoje Lolita intriga os biólogos, pois ainda emite sons no mesmo dialeto de sua família.
Em 1995, ouviu por um rádio trazido por um jornalista, vocalizações emitidas por membros de sua família. Lolita parou o que estava fazendo em veio ouvir de perto, emocionando a todos os presentes.

Existem dezenas de vídeos disponíveis na internet para saber mais sobre as campanhas que exigem a reabilitação ou, no mínimo, a aposentadoria de Lolita para que não continue mais esta vida miserável num tanque de concreto entretendo o público...
Os próprios administradores do parque assumem que o tanque é extremamente pequeno, mas que não têm condições financeiras para reformá-lo.

Hoje, no Facebook, um ato simbólico em homenagem a ela foi sugerido: Onde quer que você esteja, acenda uma vela para Lolita...

Veja o vídeo que mostra o momento em que Lolita ouviu sua família... Neste mesmo vídeo é mencionado o plano de reabilitação e aposentadoria liderado por Ken Balcomb, que defende que ela deveria ser reunida a sua família:


Ao lado de Corky nesta lamentável estatística, Lolita sobrevive há mais de 40 anos em cativeiro... Num tanque de concreto minúsculo, debaixo de um sol intenso, tendo que se apresentar ao público de novo e de novo e de novo, todos os dias...
Lembre-se de sua história triste, solitária e cheia de privações quando for a Miami numa próxima vez e não apoie o parque Seaquarium. Divulgue sua história!



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Treinadores na água novamente...

(Quem acompanha o blog com frequência vai estranhar um pouco esta notícias, mas... Vamos lá...)
O parque marinho SeaWorld está preparando um grupo seleto de treinadores para entrar novamente na água com as Orcas. Isso ocorrerá pela primeira vez desde a morte da treinadora Dawn Bracheau, em fevereiro de 2010. Desde então, segundo o parque, algumas medidas de segurança foram tomadas para proteger seus treinadores de ataques (incluindo o piso levadiço no tanque de Tilikum (cujos detalhes podem ser vistos na postagem "Piso levadiço é construído no tanque de Tilikum" - link: http://v-pod-orcas.blogspot.com.br/2012/04/piso-levadico-e-construido-no-tanque-de.htmle treinamento para que ataques "possam ser previsíveis") e este contato só irá existir para permitir sessões de relacionamento, treinamento e tratamento veterinário.
De acordo com os sites que publicaram esta notícia, a decisão judicial após ação movida pelo OSHA (Occupational Safety and Health Administration – Administração de Saúde e Segurança do Trabalho), que proibia que os treinadores não só não entrassem mais na água, mas não mais tivessem contato com as Orcas sem uma barreira de proteção, era válida apenas durante apresentações para o público e não para o trabalho realizado internamente.
O trabalho na água, que já foi retomado na segunda-feira nos três parques do SeaWorld (Orando, San Diego e San Antonio), inicialmente ocorrerá em tanques menores (como os utilizados no atendimento veterinário) para que as Orcas se reacostumem com pessoas na água aos poucos (trabalho chamado de "dessensibilização") para depois partirem para espaços mais amplos.